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domingo, 23 de janeiro de 2022

TABERNÁCULO - HABITAÇÃO DE DEUS

 


“Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o Senhor ordenou, dizendo: Tomai, do que tendes, uma oferta para o Senhor; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao Senhor... [...] Então, toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés, e veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao Senhor para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. [...] Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao Senhor, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o Senhor tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés”. (Êx 35: 4,5,20,21 e 29)

 

Finalmente, temos um bom motivo para elogiar a atitude dos filhos de Israel! Quando Moisés revelou-lhes que o Deus Altíssimo desejava que eles construíssem o tabernáculo, que seria o lugar da habitação do Senhor entre eles; ali, seriam realizadas as cerimônias do culto de adoração a Deus! Precisava ser de acordo com as orientações que Deus mesmo lhes daria. Impressionante como todos, homens e mulheres se uniram para ofertar, e o mais rápido possível! Deve ter sido bonito de ver tanta disposição, colaboração e prontidão para o trabalho! Mas foi tanto o entusiasmo, que os responsáveis em recolher as ofertas, tiveram que pedir a Moisés: Chega de ofertas! Já temos o suficiente! Vai até sobrar! Não temos nem onde acomodar tantas dádivas! Já pensou que maravilha?

 

Qual seria a razão desse projeto? Era um Templo portátil! Seria montado e desmontado todas as vezes que os filhos de Israel recebessem ordens para levantar o acampamento e prosseguir na jornada pelo deserto. E isso, por quarenta anos! Significa que os encontros com Deus não seriam mais no monte Sinai. Na medida em que o povo caminhasse, o tabernáculo os acompanharia! Os capítulos 35 a 40 de Êxodo falam detalhadamente sobre esse tema, porém, leia também em Hebreus no Novo Testamento sobre esse assunto (capítulos 8 e 9), pois se completam no sentido espiritual!

 

Quando os filhos de Israel terminaram a obra, o tabernáculo foi levantado para ser consagrado ao Deus Altíssimo! “Então, a nuvem cobriu a tenda da congregação, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar na tenda da congregação, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo. Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel caminhavam avante, em todas as suas jornadas; se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam, até ao dia em que ela se levantava. De dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o tabernáculo, e, de noite, havia fogo nela, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas”. (Êx 40:34-38)

 

Quando o Deus Altíssimo, pelas mãos de Josué, conquistou Canaã, introduzindo o povo israelita nesse lugar, ao passar das gerações, chegou o momento em que o tabernáculo (portátil) precisou ser substituído pelo Templo (fixo) agora, pelas mãos do rei Salomão, filho de Davi. Foi uma obra espetacular! Planejada pelo rei Davi e executada pelo rei Salomão. No momento da consagração e inauguração do Templo, quando o rei terminou a oração ao Deus Altíssimo, “Tendo Salomão acabado de orar, desceu fogo e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do SENHOR encheu a casa. Os sacerdotes não podiam entrar na Casa do SENHOR, porque a glória do SENHOR tinha enchido a Casa do SENHOR. Todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo e a glória do SENHOR sobre a casa, se encurvaram com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram, e louvaram ao SENHOR, porque é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre”. (II Cr 7:1-3)

 

Qual é a lição para nós, cristãos, hoje, a respeito do sentido da palavra tabernáculo? Considerando que tanto o Tabernáculo como o Templo são edificações para a habitação do Deus Altíssimo, onde Seu povo se reúne para adorá-Lo, louvá-Lo e servi-Lo, e sabendo também que fomos lavados e purificados pelo sangue de Cristo e, segundo Ele, nossa função é sermos morada da Trindade Excelsa, como descrito nas Escrituras “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada”. (Jo 14:16,17,23) Assim, somos tabernáculos de Deus e isso é muito sério!

domingo, 16 de janeiro de 2022

ROSTO RESPLANDECENTE

 


“Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele. Olhando Arão e todos os filhos de Israel para Moisés, eis que resplandecia a pele do seu rosto; e temeram chegar-se a ele. Então, Moisés os chamou; Arão e todos os príncipes da congregação tornaram a ele, e Moisés lhes falou. Depois, vieram também todos os filhos de Israel, aos quais ordenou ele tudo o que o Senhor lhe falara no monte Sinai. Tendo Moisés acabado de falar com eles, pôs um véu sobre o rosto. Porém, vindo Moisés perante o Senhor para falar-lhe, removia o véu até sair; e, saindo, dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado”. (Êx 34:29-34)

 

Este relato sagrado acima, mostra-nos como era um culto de adoração e exposição da palavra do Deus Altíssimo ao povo, por ocasião da peregrinação dos filhos de Israel no deserto. Hoje, temos o seguinte: uma construção de igreja física, um púlpito, um pastor ou padre, um público que se faz presente para ouvir, respeitosamente, o “sermão”! Imagine se, este pastor ou padre aparecesse e dissesse: Acabei de falar com Deus e Ele me disse para transmitir Suas palavras a vocês, meus irmãos! E, eis que cada um de nós olhássemos para rosto deles, e ohhhhhhhh!... Seus rostos estivessem resplandecentes! Conclusão: Diríamos, “diante desse espetáculo, dá para ter certeza de que Deus falou com ele de verdade”.

 

Por que hoje não é assim? Resposta: Porque “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai”. (Jo 1:14) “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as cousas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas”. (Hb 4:12-13)

 

Alguém talvez pense: “Mas seria bom se o rosto dos pregadores resplandecesse”! Algumas considerações sobre isso: Primeiro, o rosto de Moisés resplandecia, “depois de haver Deus falado com ele”.  Então, o brilho é do Deus Altíssimo, não de Moisés! Segundo, quando Moisés se retirava da presença do Senhor, o brilho, aos poucos, se desvanecia, era transitório. Terceiro, Moisés colocava um véu sobre o rosto porque o povo e até os líderes tinham medo de se aproximar dele. Quarto, todos os ensinamentos a respeito desse assunto, estão claramente expostos em II Coríntios 3:1-18) É importante ler, pois o texto explica que, hoje, os que crêem em Cristo, recebem o Espírito Santo que é presença permanente em nossas vidas e faz resplandecer em nós a glória do Deus Altíssimo!

 

Sem desmerecer a experiência gloriosa que Moisés, o servo do Deus Altíssimo, vivenciou em seu ministério, chama-me a atenção o descaso de alguns “cristãos” no que diz respeito à função que Cristo nos outorgou de sermos “a luz do mundo”! Vivemos numa sociedade que grita, sofre e vive em trevas, precisando da Luz de Cristo, e somos nós os transmissores dessa luz; pois foi o próprio Cristo que nos ordenou “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. (Mc 16:15) E mais: “... para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”. (Fp 2:15) E mais ainda: “ Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”. (Mt 5:16)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

SAFIRA

 


“Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele. [...] E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. E tomou o livro da aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. E subiram Moisés, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel. E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que parecia com o céu na sua claridade”. (Êx 24:1-10)

 

O que me chama a atenção neste texto sagrado é a descrição feita pela comissão que presenciou o Deus Altíssimo e nos revela algo maravilhoso como o que segue... “E viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia uma como pavimentação de pedra de safira, que se parecia com o céu na sua claridade”.  Que tal? Linda descrição, não? Alguns, talvez indaguem: Seria mesmo uma pavimentação de pedras de safira? Ou era apenas “como se parecesse”, pois o texto continua... “que se parecia com o céu na sua claridade”! Bem, o que não podemos ignorar é que o registro sagrado informa todos os tipos de pedras preciosas, desde o Éden e segue no registro em Apocalipse descrevendo uma cidade inteira (Nova Jerusalém) construída toda em (jaspe, ouro puro, safira, calcedônia, esmeralda, sardônio, sárdio, crisólito, berilo, topázio, crisópraso, jacinto, ametista, pérolas). (Ap 21:18-21)

 

Mas a pedra preciosa em questão é a safira! Pois o pavimento onde os pés do Deus Altíssimo pisavam era de pedra de safira! Quais as características dessa pedra? “Pedra preciosa, variedade transparente de coríndon, cuja cor varia do azul-celeste ao azul-escuro” (Dicionário Língua Portuguesa) Então, ela é azul! É a cor do céu! Tanto de dia como à noite! Vai do tom azul claro ao azul escuro! E as Escrituras já informam que o céu é o trono de Deus! Ao que parece, o Deus Altíssimo aprecia muito, muito, e muito a cor azul! Agora, surgem os cientistas para contradizer! A cor azul do céu não existe! É apenas uma “ilusão ótica”! Porém, já que é apenas uma ilusão ótica, todos nós sofremos da mesma ilusão! Nunca encontrei ninguém que enxergasse o céu de outra cor, que não seja o azul! É como se o Senhor decretasse: Eu gosto do azul e quero que todos enxerguem só azul! Estamos argumentando quando o céu está limpo! De dia é azul celeste com o sol brilhando e à noite é azul escuro com as estrelas cintilando! Digno do Trono de Glória do Deus Altíssimo!

 

Entretanto, para agradar aos contrários, eu imagino o Deus Todo-Poderoso como se fosse o dono de uma Casa de Tintas, onde Ele mesmo passasse o dia todo misturando pó com água, ou outro solvente, tentando, exaustivamente, criar vários tons de cores! Ele precisa disso? Claro que o azul do céu não pode ser resultado de uma mistura química! Nem a cor do mar! Das rochas! Dos pássaros, das flores, dos insetos! Façam-me o favor! Deus é Deus e tem seus próprios métodos e o ser humano vai ter que perder todos os cabelos tentando investigar os direitos autorais dEle! Haveria solvente e pó químico para colorir toda a Obra do Criador?  E se Ele (o Criador) preparou nossos olhos para ilusão ótica, pois seria a única maneira de apreciarmos o colorido do Seu Trono de Glória, louvado seja o Senhor por isso!

 

Sabe como se chama a fórmula que o Deus Altíssimo usou para criar todas essas maravilhas? Chama-se “DISSE DEUS”. Ou seja: o Poder de Sua Palavra! O mesmo poder que se revela em Cristo! “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. (Jo 1:1-3, 14)

 

“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo”. (Sl 19:1-4)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

QUARENTENA COM DEUS!

 


“Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. E, ali, esteve com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água; e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras”. (Êx 34:27-28)

 

Penso que estão usando de maneira equivocada a palavra “quarentena”, porque, segundo o dicionário, o sentido dessa palavra é “quarenta” e não sete, catorze, ou qualquer outro número. Quarentena de verdade, foi o que aconteceu com Moisés e o Deus Altíssimo no monte Sinai, ocasião em que o Senhor escreveu pela segunda vez, todos os mandamentos que deveriam ser repassados a Israel. E foi um período de quarenta dias e quarenta noites, durante os quais, Moisés fez jejum e não comeu pão nem bebeu água! Isso sim é quarentena! Quarentena com Deus!

 

É preciso lembrar também, que a aliança do Deus Altíssimo com Moisés e Israel, destacou de modo muito especial, a questão da fidelidade ao Senhor! Observe: “Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. (Êx 20:3-6)

 

Ao que parece, há mais alguém interessado em fazer uma quarentena, só que desta vez, os envolvidos são: Satanás e Cristo! O local? Deserto! O objetivo? Tentar o Filho Unigênito de Deus a curvar-se em adoração a Satanás! Quarenta dias e quarenta noites Cristo também ficou em jejum! Aproveitando-se da fome causada pelo longo período de jejum, Satanás tentou induzir Cristo a usar de seus poderes para transformar pedras em pães! Resposta de Cristo: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Lição: É preciso alimentar o corpo (matéria) sem esquecer-se de alimentar o espírito! A matéria perece, mas o espírito permanece!

 

Na seqüência, Satanás tentou levar Cristo ao suicídio, alegando que os anjos o protegeriam! Resposta do Senhor Jesus: Não tentarás o Senhor, teu Deus. Por fim, o maligno revelou sua verdadeira intenção: Queria ser adorado! Queria que Cristo se ajoelhasse diante dele! Queria ser igual ao Altíssimo! Queria roubar o Trono de Deus! Estava disposto a presentear ao Senhor Jesus com os reinos e glórias deste mundo! Resposta do Senhor Jesus: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. (Mt 4:1-11)

 

Ao que tudo indica, você terá que decidir com quem deseja fazer uma quarentena: com o Deus Altíssimo ou com Satanás? Percebeu que a fidelidade estabelecida pelo Deus Altíssimo ao Seu povo, é alvo do desejo de Satanás? O maligno quer, por todos os meios, ser adorado pela humanidade e assim, roubar, desviar e se tornar alvo da adoração devida unicamente a Deus!

 

Preste atenção! Não se trata apenas de quarentena! Estamos falando de eternidade! Satanás já conseguiu induzir grande parte da humanidade a se ajoelhar diante dele! A idolatria tem assolado o mundo! Estão se ajoelhando diante do dinheiro, diante do poder, diante da mentira; alguns estão colocando a ciência como “deus” de suas vidas, mas chegará o dia em que o ser humano será obrigado a adorar a Satanás!

 

Porém, enquanto o Evangelho de Cristo estiver sendo anunciado ao mundo, enquanto as Santas Escrituras, como “lâmpada para os nossos pés” estiverem brilhando nos corações, há esperança e oportunidade para as pessoas resistirem a Satanás e expulsá-lo, como Cristo fez, quando declarou: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a Ele darás culto!

domingo, 12 de dezembro de 2021

SE CRERES, VERÁS A ...

 


“Porquanto o Senhor tinha dito a Moisés: Dize aos filhos de Israel: És povo de dura cerviz; se por um momento eu subir no meio de ti, te consumirei; tira, pois, de ti os atavios, para que eu saiba o que te hei de fazer. Então, os filhos de Israel tiraram de si os seus atavios desde o monte Horebe em diante. Ora, Moisés costumava tomar a tenda e armá-la para si, fora, bem longe do arraial; e lhe chamava a tenda da congregação. Todo aquele que buscava ao Senhor saía à tenda da congregação, que estava fora do arraial. Quando Moisés saía para a tenda, fora, todo o povo se erguia, cada um em pé à porta da sua tenda, e olhava pelas costas, até entrar ele na tenda. Uma vez dentro Moisés da tenda, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés. Todo o povo via a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda; todo o povo se levantava, e cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor”. (Êx 33:5-10)

 

A experiência do povo de Israel com o Deus Altíssimo, não se limitava a frases como: Ouvi dizer, alguém me falou, eu acho que sim, mas não tenho certeza, preciso de comprovação, será que o Senhor fala mesmo com Moisés? Nada disso! Eles viam a glória de Deus, eles ouviam a voz de Deus, eles sentiam a presença de Deus! E, acima de tudo, eles viam a ação do Deus Altíssimo! No texto sagrado descrito acima, quando Moisés entrava na tenda da congregação, descia a coluna de nuvem e punha-se à porta da tenda. Entendo que era para impedir que outra pessoa tentasse participar do encontro com Deus. Aquele momento era só entre o Senhor e Moisés! Porém, todo o povo via a coluna de nuvem que se detinha à porta da tenda! E era tão lindo que cada um, à porta da sua tenda, adorava ao Senhor! Magnífico!

 

A humanidade apresenta formas estranhas de demonstrar sua religiosidade. Há o grupo dos “Tomés” que “só acredito, vendo”! Hoje, o mais comum é o grupo dos “só acredito se houver comprovação científica”! Mas, por via das dúvidas, colocam penduricalhos no pescoço, nos pulsos, na cabeça, como amuletos para se protegerem do mal! Percebo que não é por falta de Igrejas, sentimento de religiosidade, “deuses estranhos”, manifestações até demoníacas que parte da população está confusa, sem direção, sem paz e sem direcionamento! Estão andando no escuro, tateando, pois, sempre aparecem promessas falsas para manter as pessoas afastadas do Deus Altíssimo!

 

É preciso fazer diferença entre sinais, prodígios, milagres, curas e superstições, feitiçarias, idolatrias e, tudo aquilo que se coloca como condição para se conhecer o Deus Altíssimo! Não é por falta de religiosidade que o mundo está em trevas! É até o excesso de religiosidade falsa que mantém grande parte do povo nas trevas da ignorância! O registro bíblico profético que anunciava a vinda de Cristo ao mundo, já previa que “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”. (Is 9:2) Portanto, é através de Cristo que o ser humano tem o seu encontro com Deus Pai!

 

Outro fato é que o Deus Altíssimo não necessita de comprovação nenhuma! Quem é o ser humano para exigir de Deus tal comprovação? Só falta alguém querer se aproximar do Senhor, apresentando uma lista de exigências! Eis a resposta do registro sagrado: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das cousas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis”. (Rm 1:20) Assim, como Cristo afirmou: “Não te disse eu que, se creres, verás a glória de Deus?” (Jo 11:40)

 

 

 

 

 

domingo, 5 de dezembro de 2021

SENHOR... AQUI ESTOU!

 


“No dia seguinte, disse Moisés ao povo: Vós cometestes grande pecado; agora, porém, subirei ao Senhor e, porventura, farei propiciação pelo vosso pecado. Tornou Moisés ao Senhor e disse: Ora, o povo cometeu grande pecado, fazendo para si um deus de ouro. Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste. Então, disse o Senhor a Moisés: Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim. Vai, pois, agora, e conduze o povo para onde te disse; eis que o meu Anjo irá adiante de ti; porém, no dia da minha visitação, vingarei, neles, o seu pecado. Feriu, pois, o Senhor ao povo, porque fizeram o bezerro que Arão fabricara”. (Êx 32:30-35)

 

O texto sagrado acima mostra que, pela segunda vez, Moisés se dispõe a defender os israelitas diante do Deus Altíssimo, desta vez, reconhecendo que só intercessão não seria suficiente, mas, precisaria também de propiciação pelo pecado do povo. O que é propiciação? Resposta: É o ato de tornar propício, aceitável! Não bastaria o povo todo ajoelhado, coberto de sacos e cinzas, com cara triste, chorando e suplicando perdão por uma ação imperdoável! Qual era o pecado? Resposta: Idolatria! O Deus Altíssimo tinha sido substituído por um bezerro de ouro!

 

Moisés achou que poderia negociar com Deus! Era como se dissesse: Ou o Senhor perdoa o povo ou risca o meu nome do teu Livro! Bonita a atitude de Moisés? Qual foi a resposta do Senhor? “Riscarei do meu livro todo aquele que pecar contra mim”. Então, é necessário entender o que é propiciação! O que é preciso fazer para conseguir ser aceito pelo Deus Altíssimo? Que situação mais triste é um pecador tentar se aproximar de Deus e ser rejeitado! Ouvir aquelas palavras divinas: “... nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”. (Mt 7:23)

 

Então, vamos aos fatos: Para que haja propiciação, é necessário cobertura de sangue! Leia em Levítico 16:14 sobre o propiciatório que deveria ser aspergido com o sangue para expiação do pecado. O propiciatório é um símbolo de Cristo crucificado! Você não pode ter nenhuma dúvida sobre este fato. “Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo, e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. (I Jo 2:1-2)

 

A questão do pecado não se resolve com arrependimento ou com a prática de boas obras, caridade, flagelos, choro ou qualquer outra ação humana! Moisés enganou-se quando pensou que se o seu nome fosse riscado do livro de Deus, o povo seria perdoado! Por mais que Moisés fosse sincero e tivesse grande amor pelo seu povo, o único que poderia ser a propiciação pelos pecados de toda a humanidade, foi o Cristo crucificado! Lá no Gólgota, exposto numa cruz, Ele, o Filho Unigênito do Pai, derramou Seu precioso sangue que nos purifica dos nossos pecados e nos torna aceitáveis a Deus Pai! Não invente outras formas de aproximação com Deus! Ele, Deus Pai, já estabeleceu este pacto em Cristo!

 

Lembre-se também que, não é uma questão só de perdão, como se, uma pessoa pudesse pecar indefinidamente, e, na seqüência, o ritual: eu me arrependo, peço perdão, peco de novo, peço perdão e caminhando vou, pecando, me arrependendo e pecando de novo e Deus, bonzinho como Ele é, sempre me perdoando! Não é assim! Quando Jesus Cristo foi crucificado, Ele recebeu no Seu corpo o castigo que nos traz a paz! Ele, Cristo, se fez pecado por nós! Ele, Cristo pagou com Seu sangue, com Sua vida as nossas transgressões! Ele, Cristo é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

 

“... sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo”. (I Pe 1:18-19)

domingo, 28 de novembro de 2021

LIÇÕES NO DESERTO

 


“E, voltando-se, desceu Moisés do monte com as duas tábuas do Testemunho nas mãos, tábuas escritas de ambas as bandas; de uma e de outra banda estavam escritas. As tábuas eram obra de Deus; também a escritura era a mesma escritura de Deus, esculpida nas tábuas. Ouvindo Josué a voz do povo que gritava, disse a Moisés: Há alarido de guerra no arraial. Respondeu-lhe Moisés: Não é alarido dos vencedores nem alarido dos vencidos, mas alarido dos que cantam é o que ouço. Logo que se aproximou do arraial, viu ele o bezerro e as danças; então, acendendo-se-lhe a ira, arrojou das mãos as tábuas e quebrou-as ao pé do monte; e, pegando no bezerro que tinham feito, queimou-o, e o reduziu a pó, que espalhou sobre a água, e deu de beber aos filhos de Israel”. (Êx 32:15-20)

 

Moisés havia ficado quarenta dias e quarenta noites no monte Sinai, ouvindo diretamente do Deus Altíssimo, todas as instruções que deveriam ser passadas para o povo israelita, além de receber as tábuas do Testemunho, gravadas em pedra, escritas por Deus! Maravilhoso! As Tábuas da Lei foram escritas e gravadas em pedra pelas mãos do Senhor!

 

Por outro lado, lá no arraial, Satanás se infiltrou no meio do povo que havia aprendido tudo sobre idolatria, durante os quatrocentos e trinta anos que viveram subjugados no Egito. Na verdade, dá para concluir que, em termos de religiosidade, os israelitas pendiam mais para a idolatria egípcia do que para os mandamentos do Deus Altíssimo!

 

Josué, descendo do Sinai, ao lado de Moisés, para de repente e, como se dissesse: Que barulho é esse que vem do arraial? Parece guerra! Moisés responde: Não! Não é barulho de guerra! É o povo cantando! E você já vai ver o motivo! Quando Moisés e Josué chegam mais perto do arraial, encontram o povo rodopiando, dançando, cantando e, como falou Moisés, completamente desenfreado!

 

Povo desenfreado! Não é difícil de deixar o povo desenfreado. Basta alguém gritar: Fogo! Pronto! A confusão se completa! Imagine, então, um bailão! Lembre-se que os israelitas, lá no deserto, comendo e bebendo, cantando, dançando e adorando um bezerro de ouro, envenenados pela idolatria, em transe emocional, psicológico e afetados por influências demoníacas, sim, porque, quem estava interessado em desviar o povo de Deus? Satanás! Como você acha que o inimigo se sentia, sabendo que o Deus Altíssimo, estava gravando com Suas próprias Mãos os Dez Mandamentos?

 

Não dá para estranhar a reação de ira que Moisés sentiu! Quebrou as Tábuas do Testemunho ao pé do monte, despedaçou o bezerro de ouro, queimou-o, reduzindo-o a pó, fez um “suco” com esse pó e deu ao povo para que bebessem! E também, só faltou arrancar os cabelos de Arão, quando assim perguntou: “Que te fez este povo, que trouxeste sobre ele tamanho pecado?” (Êx 32:21-24)

 

E agora, o auge da revolta: Colocou-se em pé à entrada do arraial e convocou: Quem não concorda com essa festa de idolatria, e pertence de fato a Deus, venha aqui! Veio toda a tribo de Levi junto a Moisés, aos quais disse: “Assim diz o Senhor, o Deus de Israel: Cada um cinja a espada sobre o lado, passai e tornai a passar pelo arraial de porta em porta, e mate cada um a seu irmão, cada um, a seu amigo, e cada um, a seu vizinho. E fizeram os filhos de Levi segundo a palavra de Moisés; e caíram do povo, naquele dia, uns três mil homens. Pois Moisés dissera: Consagrai-vos, hoje, ao Senhor; cada um contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele vos conceda, hoje, bênção”. (Êx 32:25-29)

 

“Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa. Quem ama seu pai ou a sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e vem após mim não é digno de mim”. (Mt 10:34-39) A lição aqui, não é incentivar  a violência ou morte contra os que rejeitam a Cristo, mas, isso sim, nos mostrar que o Amor de Cristo por nós, transcende os laços afetivos de pai, mãe, irmãos, família, enfim!

domingo, 21 de novembro de 2021

MOISÉS INTERCEDE POR ISRAEL

 


“Porém Moisés suplicou ao Senhor, seu Deus, e disse: Por que se acende, Senhor, a tua ira contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? Por que hão de dizer os egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá-los nos montes e para consumi-los da face da terra? Torna-te do furor da tua ira e arrepende-te deste mal contra o teu povo. Lembra-te de Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste: Multiplicarei a vossa descendência, como as estrelas do céu, e de toda esta terra de que tenho falado, dá-la-ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. Então, se arrependeu o Senhor do mal que dissera havia de fazer ao povo”. (Êx 32:11-14)

 

Que texto sagrado extraordinário! É como se o Deus Altíssimo, tirasse o Seu Manto de Glória, para humanizar-se e se colocasse em pé de igualdade com Moisés e, podemos imaginar esse diálogo: Deus: Moisés, não agüento mais esse povo! Vou acabar com eles!  Já lhe disse que prefiro fazer de você uma grande nação!  Moisés, respondendo: De jeito nenhum! Onde já se viu isso? Já pensou no que os egípcios vão comentar? Eles vão rir da nossa cara! Vão dizer que o Senhor tirou os israelitas do Egito para destruí-los no deserto! E a promessa que o Senhor fez a Abraão, Isaque e Israel (Jacó)? O Senhor nos prometeu uma terra que mana leite e mel e é para lá que estamos indo! O Senhor disse também, que a nossa descendência será como as estrelas do céu e que essa herança será perpétua, e eu creio na Tua Palavra!

 

Pasmem! Não é que o Deus Altíssimo ouviu e atendeu a intercessão do seu servo Moisés? Ah! Essa lição nós precisamos aprender! Deus ouve a oração, súplica e intercessão de seus servos! A oração move o coração do Senhor! Quantas vezes nos afligimos por acharmos que não há mais jeito! Que tudo está perdido! Que não adianta insistir! Que Deus não se comove com as nossas lágrimas! E, no entanto, Ele, o Senhor, está ansioso para falar conosco, nos ouvir, Ele quer, até mesmo, discutir conosco, saber o que sentimos, o que queremos e até que ponto amamos nosso semelhante!

 

E esta atitude do Senhor não diminui em nada a Sua Soberania, a Sua Justiça, a Sua Santidade, os Seus propósitos, a Sua Plenitude! Apenas, confirma o quanto Ele valoriza a nossa participação, o nosso amor pelo próximo, a nossa dedicação e fidelidade por fazermos parte de Sua grande Obra! Aliás, a humanidade de Cristo, prova o quanto o Deus Altíssimo não abre mão de nós!

 

Isso significa que o Senhor fechou os olhos para idolatria dos israelitas? Não, de jeito nenhum! Houve conseqüências, punição e a sentença de que aquela geração não entraria na terra prometida! Ficaram por quarenta anos no deserto, até que a nova geração, comandada por Josué, conquistasse Canaã!

 

Aprendemos também que, assim como Moisés foi o intercessor por excelência junto a Deus, em súplica pelo povo israelita, assim também, Cristo se coloca, hoje, como nosso intercessor junto a Deus Pai. “Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós”. (Rm 8:34) Mais do que intercessor, Ele, Cristo, se apresenta como nosso Advogado! “Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. (I Jo 2:1-2)

 

E se alguém perguntar: E os nossos pecados? Cristo mostrará Suas Mãos marcadas na Cruz: Eu os paguei!

 

domingo, 14 de novembro de 2021

A PRESSA É AMIGA DA ...

 


“Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. Disse-lhes Arão: Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Arão, vendo isso, edificou um altar diante dele e, apregoando, disse: Amanhã, será festa ao Senhor. No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se”. (Êx 32:1-6)

 

Lendo o texto sagrado acima, ficamos atordoados e sem saber o que pensar. Mas, o que é isso? Como é que pode tal atitude, tanto do lado do povo, quanto do lado de Arão que, naquele momento, era o líder de Israel! Preste atenção: ao que parece os israelitas viram Moisés subindo ao monte Sinai, uma nuvem cobriu o cenário e ele, Moisés, ficou lá quarenta dias e quarenta noites. Nesse período, o Senhor deu a ele as Tábuas da Lei e todas as ordenanças que deveriam ser ensinadas ao povo. A multidão só olhava o sol nascer e ao final do dia, desaparecer e... nada de Moisés retornar... um dia, outro dia, uma semana, outra semana, um mês e mais dez dias e “cadê” Moisés?

 

O povo cansou e, para variar, reclamou com Arão: Não agüentamos mais! Chega de espera! Não queremos ficar aqui parados! Queremos ação! E já! Nem sabemos o que aconteceu com Moisés? Arão, acho que com medo de uma revolta, muito sem convicção, como se dissesse: Ok! Tragam todo o ouro que vocês têm! Vou elaborar, fundir um “bezerro de ouro”, obra de artista, uma belezinha e vou entregá-lo a vocês! Haverá uma festa! Com comes e bebes! Muita alegria! Ah! Vou edificar um altar diante dele e, em tom solene: Amanhã, será festa ao Senhor.

 

Percebeu a confusão na cabeça de Arão? Agora, diante de um bezerro de ouro, ele ainda tinha a coragem de dizer “Festa ao Senhor”? E aonde eles pensavam que iriam? Voltar ao Egito: O que diriam ao chegar lá? Pessoal! O passeio acabou! Moisés subiu e sumiu no monte Sinai! E cá estamos! Podemos ficar? A questão não era ficar no deserto ou voltar ao Egito! A questão era a IDOLATRIA! Dá mesmo para afirmar: A pressa é amiga da idolatria!

 

O Deus Altíssimo, sabedor do que estava acontecendo, falou a Moisés: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. Agora, pois, deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma; e de ti farei uma grande nação”. (Êx 32:7-10)

 

“Ora, quais os que, tendo ouvido, se rebelaram? Não foram, de fato, todos os que saíram do Egito por intermédio de Moisés? E contra quem se indignou por quarenta anos? Não foi contra os que pecaram, cujos cadáveres caíram no deserto? E contra quem jurou que não entrariam no seu descanso, senão contra os que foram desobedientes? Vemos, pois, que não puderam entrar por causa da incredulidade”. (Hb 3:16-19)

domingo, 7 de novembro de 2021

ONLINE OU PRESENCIAL?

 


“No terceiro mês da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia desse mês, vieram ao deserto do Sinai. Tendo partido de Refidim, vieram ao deserto do Sinai, no qual se acamparam; ali, pois, se acampou Israel em frente do monte. Subiu Moisés a Deus, e do monte o Senhor o chamou e lhe disse: Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel: Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel. [...] Disse o Senhor a Moisés: Eis que virei a ti numa nuvem escura, para que o povo ouça quando eu falar contigo e para que também creiam sempre em ti”. (Êx 19:1-9)

 

Você precisa ler com muita atenção o capítulo dezenove de Êxodo para notar que o Deus Altíssimo oferece ao povo de Israel a oportunidade de OUVIR a Sua voz quando ELE estivesse falando com Moisés! Ah! Como eu gostaria de ser convidada a participar desses cultos! Você também? Vamos descobrir no texto sagrado como seria tal experiência! Cenário? Monte Sinai (grego) ou Horebe (hebraico). Haveria uma igreja bem grande ou tenda? Não! Estaríamos junto com o povo, ao pé do monte, dentro de limites estabelecidos por Deus, depois de termos feito três dias de oração e jejum, preparando-nos para o encontro com o Senhor!

 

Haveria música, louvor? Bem diferente do que estamos acostumados, logo pela manhã haveria trovões, relâmpagos e uma espessa nuvem escura sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta de tal maneira que o povo, e nós também, estremeceríamos de medo! Todo o monte Sinai fumegava! Por quê? Porque o Senhor descera sobre o monte em fogo! A fumaça era como fumaça de fornalha! E todo o monte tremia grandemente! E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais! Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão!

 

Está animado para prosseguir? Acha esta cena angelical? Celestial? Haveria algum risco? Sim! Qual? Risco de morte para quem não estivesse santificado! Aviso do Deus Altíssimo: “... e o Senhor disse a Moisés: Desce, adverte ao povo que não traspasse o termo até o Senhor para vê-lo, a fim de muitos deles não perecerem. Também os sacerdotes, que se chegam ao Senhor, se hão de consagrar, para que o Senhor não os fira”. (Êx 19:21-22)

 

Qual foi a reação do povo diante dessa cerimônia? Moisés, por favor! Estamos apavorados! Corremos o risco de morrer! Sabe o quê? Você se entenda lá com o Deus Altíssimo e nós preferimos ouvir de você as palavras do Senhor! Pronto! Está decidido! Você, querido Moisés, será o nosso mediador! Queremos ficar em casa! É perigoso para nós, humanos, falhos, pecadores, estarmos na presença do Senhor, pois Ele é Santo! Se o povo pudesse escolher entre contato presencial ou online, eles diriam em coro: Online!

 

Mas, que o Deus Altíssimo ofereceu ao povo a oportunidade de um contato presencial, isso foi! O povo ficou com medo, apavorado, pronto para fugir! Na verdade, eu acho que nós também ficaríamos atordoados, sem saber para onde correr! Agora, entendo porque o Deus Altíssimo usou outro meio para se relacionar conosco. É como se dissesse: Vou me fazer humano e conversar como eles, pessoalmente! Em carne e osso! E assim: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”. (Jo 1:14)

 

Lições preciosas: Nosso Deus é Santo e Fogo Consumidor! O pecado diante dEle não subsiste! Daí, a necessidade de Cristo em nossas vidas, pois Ele, como o Filho Unigênito do Pai, nasceu neste mundo em forma humana, necessária, para chegar até a Cruz, onde se ofereceu como sacrifício expiatório por todos nós, como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

 

Moisés foi mediador entre o Deus Altíssimo e os filhos de Israel; hoje, para os que crêem, Cristo é o nosso Mediador! “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos”. (I Tm 2:5-6)

domingo, 31 de outubro de 2021

ESPERE NA FILA

 


“No dia seguinte, assentou-se Moisés para julgar o povo; e o povo estava em pé diante de Moisés desde a manhã até ao pôr-do-sol. Vendo, pois, o sogro de Moisés tudo o que ele fazia ao povo, disse: Que é isto que fazes ao povo? Por que te assentas só, e todo o povo está em pé diante de ti, desde a manhã até ao pôr-do-sol? Respondeu Moisés ao seu sogro: É porque o povo me vem a mim para consultar a Deus; quando tem alguma questão, vem a mim, para que eu julgue entre um e outro e lhes declare os estatutos de Deus e as suas leis. O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes. Sem dúvida, desfalecerás, tanto tu como este povo que está contigo; pois isto é pesado demais para ti; tu só não o podes fazer”. (Êx 18:13-18)

 

Jetro, sogro de Moisés, ficou indignado quando presenciou a cena descrita acima! Ele ficaria mais indignado ainda, se presenciasse, hoje, o que o povo brasileiro enfrenta todos os dias! A frase que gente mais escuta é: Espere na fila! Eu digo por mim! Não agüento ficar nem quinze minutos numa fila! Hoje, pelo menos, tem senhas para controlar o número de pessoas, cadeiras para a gente não ficar em pé, musiquinha para a gente ouvir e bate-papo com quem está sentado ao lado, nervoso e pronto para reclamar!

 

Agora, Moisés, faça-me o favor! Estou com Jetro! Moisés, você está louco? Onde já se viu deixar o povo aguardando o dia inteiro? Quando ele disse “você vai desfalecer” é o mesmo que “você vai morrer”, se continuar desse jeito! E, Moisés, sem experiência nessa área, deve ter coçado a cabeça e perguntado: O que devo fazer? Se você quiser saber o conselho que Jetro deu a Moisés, leia na sua Bíblia o relato!

 

Mas, vamos resumir: Surgiu aí a hierarquia! Chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez! Hoje é o que vivenciamos: Uma sala para cada chefe, com escrivaninhas, poltronas, mapa do Brasil nas paredes, alguns enfeites, todos significativos, às vezes, cafezinhos na bandeja e, quando alguma coisa não dá certo, calcula-se mais ou menos uns seis meses, para descobrir quem engavetou o processo!

 

Entretanto, no caso de Moisés e o povo israelita, suponho que a situação melhorou bastante! Pelo menos, impediu que pessoas morressem sem atendimento e que o chefão (Moisés) desfalecesse! Lições precisam ser aprendidas! Ninguém pode conduzir um povo numeroso, sozinho! Assessores, gabinetes, setores, delegar poderes, dividir tarefas, coesão, fidelidade (nada de puxar o tapete uns dos outros). Todos trabalhando em harmonia! Isso é o ideal, mas, nem sempre é o real!

 

Nesse mesmo capítulo (dezoito) do texto sagrado exposto acima, encontramos uma declaração de Jetro que, acho importante considerar: “e disse: Bendito seja o Senhor, que vos livrou da mão dos egípcios e da mão de Faraó; agora, sei que o Senhor é maior que todos os deuses, porque livrou este povo de debaixo da mão dos egípcios, quando agiram arrogantemente contra o povo”. (Êx 18:10-11) Quer dizer, então, que um sacerdote de Midiã ainda tinha dúvidas de que o Deus Altíssimo é maior que todos os deuses? Ele, o Deus Altíssimo, não só é Maior que todos os deuses, mas é, principalmente, o Único Deus! “Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro”. (Is 45:22)

 

 

domingo, 24 de outubro de 2021

O SENHOR É MINHA BANDEIRA

 


“Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do Senhor, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber. Contendeu, pois, o povo com Moisés e disse: Dá-nos água para beber. Respondeu-lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor? [...] Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe; ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos de Israel. E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos de Israel e porque tentaram ao Senhor, dizendo: Está o Senhor no meio de nós ou não?”. (Êx 17:1-7)

 

Voltando um pouco ao capítulo anterior, há um relato sobre o maná, que acho importante considerar. O maná deveria ser colhido pela manhã, o suficiente para o dia, uma medida certa por pessoa, não deveria guardar provisão dele para o dia seguinte e, quando alguns incrédulos, por medo de passar fome, o guardavam, o que acontecia? Criava bicho e cheirava mal! Entretanto, para desespero de todos os incrédulos do mundo e de todas as épocas, foi ordenado a Moisés que recolhesse “um gômer” de maná num vaso e o colocasse diante do Testemunho, diante do Senhor, para guardar-se às futuras gerações! E, nesse caso, não criou bicho e nem cheirou mal!

 

Outras singularidades importantes: Sabe qual era a aparência, cor e o sabor do maná? Não vou dizer! Leia Êxodo 16:31  Sabe qual é a medida de um gômer? Segundo o dicionário bíblico, um pouco mais de dois litros e três quartos. Pois bem, no capítulo dezessete, presenciamos mais uma situação que se tornou constante na vida dos filhos de Israel! Faltou água de novo! Nova contenda com Moisés! Desta vez, o Deus Altíssimo orientou Moisés a tocar com a vara a rocha de Horebe e dela saiu água para o povo beber!

 

Na seqüência, houve uma batalha com um povo chamado amalequita. Josué, o comandante, foi chamado para chefiar o pequeno exército de Israel. Moisés, já idoso, chamou Arão e Hur e pediu ajuda para sustentar-lhe os braços para o alto, pois... “Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele abaixava a mão, prevalecia Amaleque. Ora, as mãos de Moisés eram pesadas; por isso, tomaram uma pedra e a puseram por baixo dele, e ele nela se assentou; Arão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado, e o outro, do outro; assim lhe ficaram as mãos firmes até ao pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e a seu povo a fio de espada. [...] E Moisés edificou um altar e lhe chamou: O Senhor É Minha bandeira”. (Êx 17:8-16)

 

Que batalha singular! Josué, o homem da Ação, na linha de frente! Moisés, o Intercessor! Arão e Hur, os Sustentadores! E o Deus Altíssimo, concedendo-lhes a vitória! O Senhor É Minha Bandeira! Hoje, onde estão os Servos valentes, corajosos de linha de frente? Onde estão os intercessores? Onde estão aqueles que os sustentam? E onde estão aqueles dispostos a bradar bem alto: O Senhor É Minha Bandeira?

 

“Quanto ao mais, sede fortalecidos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo; porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis”. (Ef 6:10-13)

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

REFEIÇÃO NO DESERTO

 


“Partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel veio para o deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze do segundo mês, depois que saíram da terra do Egito. Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e Arão no deserto; disseram-lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do Senhor, na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar! Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. [...] Prosseguiu Moisés: Será isso quando o Senhor, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte, porquanto o Senhor ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós e sim contra o Senhor”. (Êx 16:1-8)

 

Então, aqui está o cardápio dado aos filhos de Israel no deserto, durante quarenta anos, até que chegaram aos termos de Canaã. Porém, o assunto não foi discutido em assembléia, não! Primeiro, para não perder o costume de reclamar, todo o povo foi discutir com Moisés e Arão, como quem diz: Vocês dois são os culpados de estarmos nesta situação! Ah! Que saudades nós temos do Egito! Lembram-se daquelas panelas enormes e, nós sentadinhos ao lado delas, comendo carne e pão a fartar, e aqui? Só deserto! Era preferível que o Senhor nos matasse lá, de barriguinha cheia!

 

Muito estranho como o povo israelita esqueceu tão facilmente como o Senhor abrira uma estrada no mar Vermelho, ficando as águas como muro à sua direita e à sua esquerda e assim o povo passou a pé enxuto pelo meio do mar! Por acaso isso aconteceu pelo poder de Moisés e Arão? Por isso, Moisés repreendeu o povo, dizendo: As vossas murmurações não são contra nós e sim contra o Senhor! Ele, o Deus Altíssimo está nos conduzindo para Canaã!

 

E para comprovar que esta obra grandiosa estava sendo realizada pelas mãos de Deus, o povo foi orientado a chegar à presença do Senhor, pois suas murmurações foram ouvidas por Ele! E quando os filhos de Israel olharam para o deserto, eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem! Assim, eles entenderam que Moisés e Arão eram apenas instrumentos nas mãos de Deus! Servos do Senhor!

 

Pão e carne! Encontramos nas Escrituras referências a esses elementos, que tipificam Vida e apontam para a Pessoa de Cristo! Houve uma tentativa por parte de Satanás em induzir o Senhor Jesus Cristo a transformar pedras em pão. Foi na ocasião em que Cristo foi levado ao deserto para ser tentado pelo inimigo. Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome. “Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. (Mt 4:3-4) A fome é um dos resultados do pecado na natureza humana e tornou-se uma necessidade vital, terreno fértil para Satanás induzir as pessoas à queda! Tanto que o próprio Cristo foi tentado após o jejum de quarenta dias, porém, venceu!

 

Em outra ocasião, Cristo manifestou-se dizendo: “Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”. (Jo 6:35) Naturalmente, o Senhor Jesus está se referindo à fome e sede espiritual! É a necessidade do espírito que tem fome e sede do Deus Altíssimo! É a diferença entre o que é perecível e o que é eterno! “Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: isto é o meu corpo”.  (Mt 26:26) Esta é uma referência à crucificação, quando Cristo foi imolado, levando em Seu corpo os nossos pecados.

    

domingo, 10 de outubro de 2021

DIA DE ALEGRIA!

 


“Então, entoou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor, e disseram: Cantarei ao Senhor, porque triunfou gloriosamente; lançou no mar o cavalo e seu cavaleiro. O Senhor é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto, eu o louvarei; ele é o Deus de meu pai; por isso o exaltarei. O Senhor é homem de guerra; Senhor é o seu nome. [...] A tua destra, ó Senhor, é gloriosa em poder; a tua destra, ó Senhor, despedaça o inimigo. Na grandeza da tua excelência, derribas os que se levantam contra ti; envias o teu furor, que os consome como restolho”. (Êx 15:1-7)

 

Por que será que as pessoas que confiam no Deus Altíssimo, gostam de cantar? E cantam para louvar e enaltecer ao Senhor! É por isso que quando se reúnem para cultuar a Deus, os cânticos fazem parte da cerimônia! E como são belos! Alegram e fortalecem o coração! E é claro, o propósito é que o Deus Altíssimo também se alegre e receba como expressão de gratidão daqueles que nEle confiam!

 

Muitos não se contentam só em cantar! Precisam manifestar sua alegria com aplausos, levantando as mãos para o alto, sorrindo e até dançando como fez a profetisa Miriã, irmã de Arão, com o seu tamborim, seguida por todas as mulheres, cada qual com o seu instrumento musical! Elas tocavam e cantavam e Miriã respondia: “Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e seu cavaleiro”! (vs 20 e 21) Imagino que era bonito de se ver e ouvir!

 

Então, que fique claro que crer, amar e obedecer ao Deus Altíssimo, significa uma vida de vitória, alegria e paz, mesmo diante das adversidades! Não me parece que o Senhor se alegre em ver seu povo “de beiço derrubado”! O que entristece a Deus, é quando manifestamos dúvidas, falta de confiança e fé nas promessas dEle! Isso sim, é triste! E, no entanto, como agimos igualzinho aos israelitas... Se tudo vai bem, ficamos contentes como se Deus não fizesse mais do que a obrigação; se alguma coisa vai mal, eis que a nossa fé estremece e já não temos certeza de mais nada! Cantamos: Com Cristo no barco tudo vai muito bem... mas, se alguma coisa falha, achamos que Cristo pulou fora do barco e nos abandonou!

 

Aconteceu isso com o apóstolo Pedro... estava dentro do barco, quando Cristo vinha andando sobre as águas do mar... Também quero, pediu Pedro, posso ir? Venha, disse o Senhor! Andou alguns passos... o vento ficou forte... as águas revoltas... e não demorou nada para Pedro gritar: Socorr...glub, glub e mais glub, até que Cristo estendeu a mão e o socorreu! Essa lição, precisamos aprender! Não dá para vivermos nessa “montanha russa”! Acontece uma adversidade, sucumbimos; o Deus Altíssimo estende Sua mão e nos socorre, levantamo-nos, “serelepes”, sorrimos, cantamos, dançamos de felicidade para mais adiante... outro problema... sucumbimos... levantamos..., sinceramente, acho que sofremos de “infantilidade espiritual”!

 

Então, aconteceu de novo! Os israelitas, depois que partiram do mar Vermelho e, principalmente, após terem uma experiência de alegria, cânticos e muito contentamento, eis que caminharam durante três dias no deserto e não acharam água boa para beber. Pronto! Lá veio a reclamação do povo: queremos água boa para beber! Choro, choro e mais choro! Chegaram a Mara...oba! Aqui tem água! Eis que eram águas amargas! Não dá para beber essa água!

 

Moisés, coitado, que já deveria estar com os ouvidos doendo de tanto escutar reclamações, colocou-se diante do Deus Altíssimo em oração e suplica: Precisamos de água! O Senhor lhe mostrou uma árvore; lançou-a Moisés nas águas, e as águas se tornaram doces! Essa lição, os cientistas precisam aprender e todos nós também! Cuidem das árvores e da vegetação! Há uma ligação entre a vegetação e a qualidade da água! Não dá para destruir a clorofila, o verde, as matas. Depois, não se queixem de não encontrar água potável!

 

E quanto aos israelitas? Na próxima parada, eles chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e se acamparam junto às águas. Imagino o povo se alegrando de novo! Um oásis! Bravo! Assim, sim! Porém, até quando? O Deus Altíssimo lhes prometeu: “Se ouvires atento a voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e deres ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma enfermidade virá sobre ti, das que enviei sobre os egípcios; pois eu sou o Senhor, que te sara”. (Êx 15:26)  

domingo, 3 de outubro de 2021

DUELO ENTRE DEUS E FARAÓ

 


“Disse o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel que retrocedam e se acampem defronte de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom; em frente dele vos acampareis junto ao mar. Então, Faraó dirá dos filhos de Israel: Estão desorientados na terra, o deserto os encerrou. Endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei glorificado em Faraó e em todo o seu exército; e saberão os egípcios que eu sou o Senhor. Eles assim o fizeram. Sendo, pois, anunciado ao rei do Egito que o povo fugia, mudou-se o coração de Faraó e dos seus oficiais contra o povo, e disseram: Que é isto que fizemos, permitindo que Israel nos deixasse de servir? [...] Perseguiram-nos os egípcios, todos os cavalos e carros de Faraó, e os seus cavalarianos, e o seu exército e os alcançaram acampados junto ao mar, perto de Pi-Hairote, defronte de Baal-Zefom.” (Êx 14:1-9)

 

Entendo quase nada de “duelo”, mas, o que percebo na narrativa bíblica acima, trata-se de um plano do Deus Altíssimo, chamando Faraó e seu exército para “uma briga”, como se combinasse com Moisés: Vamos fazer assim, Faraó pensará que estamos perdidos e nos perseguirá e teremos um belo confronto! Não vejo a hora! Dito e feito! Alguém veio apressado avisar a Faraó: Parece que os israelitas estão desorientados no deserto! O rei e seus oficiais pegaram os “binóculos da época” e olharam cuidadosamente e... Vamos persegui-los! Vai ser fácil trazê-los de volta!

 

“E, chegando Faraó, os filhos de Israel levantaram os olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor”. (Êx 14:10) Como era de se esperar, os israelitas quando viram os inimigos já próximos, quiseram “fazer picadinho” de Moisés! Foi uma reclamação só... Seria preferível não termos saído do Egito... E agora? O que faremos? “Moisés, porém respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que, hoje vedes, nunca mais os tornarei a ver. O Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis”. (Êx 14:13-14)

 

Perceberam? Aqui, é como se Moisés dissesse: Calma! O Senhor está preparando uma surpresa para os egípcios! Vocês nem imaginam a vitória que o nosso Deus vai nos conceder!  E foi assim que o Deus Altíssimo tomou a dianteira e deu as Suas ordens: Moisés, o que você está esperando? Diga ao povo que marche! Para onde, pergunta Moisés. Para dentro do mar, ora! “E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco”. (Êx 14:16)

 

Na seqüencia dos acontecimentos, o Anjo de Deus, que ia à frente do exército de Israel, passou para trás deles e a coluna de nuvem também se deslocou para trás do povo, ou seja, entre os dois exércitos (Egito/Israel), sendo claridade para os israelitas e escuridade para os egípcios, gostaram? E foi só isso? Não! Tem mais! “Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda”. (Êx 14:22)

 

Quando o exército egípcio viu aquela “estrada” no meio do mar e o povo israelita seguindo por ela, pensaram... Se eles podem, nós também podemos! E lá foram eles atrás dos israelitas “estrada afora”! Pela madrugada, o Deus Altíssimo causou um alvoroço no meio dos egípcios, emperrando as rodas dos carros e eles ficaram atolados sem conseguir avançar. Nesse ponto, Deus deu ordem para que as águas retornassem sobre o exército do Egito! “E, voltando as águas, cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nem ainda um deles ficou”. (Êx 14:28)

 

Esse episódio sagrado é tão rico em lições para os cristãos de hoje, que dispensa comentários! Citaremos apenas a conclusão do relato bíblico: “E viu Israel o grande poder que o SENHOR exercitara contra os egípcios; e o povo temeu ao SENHOR e confiou no SENHOR e em Moisés, seu servo”. (Êx 14:31)