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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

EXISTE DISTÂNCIA ENTRE NÓS E DEUS?


“Não temas pois tu, servo meu Jacó, nem te espantes, ó Israel; porque eis que te livrarei mesmo de longe, e a tua semente da terra do seu cativeiro; e Jacó voltará, e descansará, e sossegará, e não haverá quem o atemorize. Tu não temas, servo meu Jacó, diz o Senhor, porque estou contigo; porque porei termo a todas as nações entre as quais te lancei, mas a ti não porei termo, mas castigar-te-ei com medida, e não te deixarei de todo impune”. (Jr 46:27-28/versão revista e corrigida/1961)

Estas profecias bíblicas foram ditas pelo Deus Altíssimo através do profeta Jeremias, numa época em que o povo de Israel encontrava-se no exílio, em terras estranhas e distantes. O que levou os israelitas ao cativeiro foi o pecado da desobediência e idolatria, situação que acabou afastando-os de Deus. Neste caso, existe sim um distanciamento causado pelo pecado e que afasta o ser humano do Senhor, e isto vale para cada um de nós!

“Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. (Is 59:1-2)

Assim, esse afastamento é de origem espiritual e está vinculado à Santidade do Deus Altíssimo! O Senhor, Deus Soberano e Santo, não convive com o pecado, pois a Sua natureza é santa! Ele disse: “[...] porque escrito está: Sede santos, porque eu sou santo”. (I Pe 1: 16)

Como resolver esse impasse? É o que você deve estar pensando... Afinal, todos nós temos pecado! E por que você acha que o Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito do Pai, dirigiu-se ao Gólgota? Por que Ele suportou a Cruz do Calvário? O que testemunhou o profeta João Batista a respeito de Cristo? “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29)

Portanto, o problema do pecado já foi resolvido por Cristo! O distanciamento causado pelo pecado entre a humanidade e o Deus Altíssimo foi anulado na crucificação do Senhor Jesus! Ali, Ele como Cordeiro de Deus, ofereceu-se como sacrifício expiatório por toda a humanidade! E o Seu sangue nos purifica de todo o pecado. Lembre-se: Nós não podíamos ir até Ele, por isso Ele veio até nós!

Agora, quanto à distância, no sentido literal, é claro que para o Deus Altíssimo não existe esta barreira. Deus é Onipresente! Por isso ele disse ao povo de Israel: “... porque eis que te livrarei mesmo de longe”. Ele se expressou assim porque esta era a condição de Israel; era assim que o povo se sentia: longe de Deus, desamparado, assustado, como tantas vezes nós também nos sentimos: indignos, fracos, abatidos, tristes e esquecemos que o Deus Altíssimo entregou Seu próprio Filho para que fiquemos bem pertos dEle!

“Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratrado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente, carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados”. (I Pe 2:21-24)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

CASTIGO OU CONSEQUÊNCIA?


“Agora, pois, assim diz o Senhor, Deus dos Exércitos, o Deus de Israel: Por que fazeis vós tão grande mal contra vós mesmos, eliminando homens e mulheres, crianças e aqueles que mamam do meio de Judá, a fim de que não vos fique resto algum? Por que me irritais com as obras de vossas mãos, queimando incenso a outros deuses na terra do Egito, aonde viestes para morar, para que a vós mesmos vos elimineis e para que vos torneis objeto de desprezo e opróbrio entre as nações da terra? Esquecestes já as maldades de vossos pais, as maldades dos reis de Judá, as maldades das suas mulheres, as vossas maldades e as maldades das vossas mulheres, maldades cometidas na terra de Judá e nas ruas de Jerusalém? Não se humilharam até ao dia de hoje, não temeram, não andaram na minha lei nem nos meus estatutos, que pus diante de vós e diante de vossos pais. Portanto, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que voltarei o rosto contra vós outros para mal e para eliminar a todo o Judá”. (Jr 44:7-11)

Este texto sagrado mostra um fato que não podemos ignorar, uma verdade que temos de admitir, um julgamento que temos de aceitar, e o Deus que não se deixa escarnecer! Você pode constatar em sua Bíblia que estes relatos proféticos, já cumpridos, não se preocupam nem um pouco em mostrar uma linguagem simpática, nem tão pouco se preocupam em esconder a podridão do povo, ao contrário, funcionam como aquelas radiografias que revelam um pulmão corroído pelo câncer e que apregoam a destruição.

Se tentássemos esconder algum desses fatos não estaríamos sendo justos diante do Deus Altíssimo pois, quando o julgamento do Senhor está em evidência, cessam os argumentos humanos! Uma verdade fica bem clara neste registro sagrado. Todo o pecado que o ser humano comete acaba se voltando contra quem o praticou! Deus deixa isto bem explícito quando afirma “por que fazeis vós tão grande mal contra vós mesmos”?

O povo de Israel, propositadamente, pecava contra o Deus Altíssimo, mas foi o próprio povo que sofreu as consequências desastrosas de suas maldades! É fato que o pecado ofende a Deus, porém, os resultados do pecado sofre aquele que o praticou. Essa é a lei natural dos fatos “tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. Quer exemplo maior do que a própria nação de Israel? Pare, pense, analise e constate o quanto esse povo sofreu por ter desobedecido ao Senhor.

Alguém poderia argumentar: O sofrimento veio como castigo! Não, não é bem assim! O sofrimento veio como consequência, resultado das transgressões! Isto faz diferença! O Deus Altíssimo não tem prazer em castigar ninguém. Mas quando alguém se coloca debaixo da maldição do pecado, essa pessoa está assumindo a responsabilidade de sofrer as consequências que o pecado traz. O ser humano é livre para escolher até isso!

Porém, acusar o Deus Altíssimo de falta de amor ou misericórdia, isso ninguém poderá fazer, pois lá na Cruz do Calvário Ele permitiu que o Seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, levasse sobre Si todos os nossos pecados e transgressões, realizando a nossa redenção eterna! Somente a incredulidade e rejeição levará o ser humano à condenação eterna!

“Não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento. Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas”. (II Pe 3:9-10)


terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O SEU "DEUS" É MAIS FORTE QUE O MEU?


“Então, veio a palavra do Senhor a Jeremias, em Tafnes, dizendo: Toma contigo pedras grandes, encaixa-as na argamassa do pavimento que está à entrada da casa de Faraó, em Tafnes, à vista de homens judeus, e dize-lhes: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que eu mandarei vir a Nabucodonosor, rei da Babilônia, meu servo, e porei o seu trono sobre estas pedras que encaixei; ele estenderá o seu baldaquino real sobre elas. Virá e ferirá a terra do Egito; quem é para a morte, para a morte; quem é para o cativeiro, para o cativeiro; e quem é para a espada, para a espada. Lançará fogo às casas dos deuses do Egito e as queimará; levará cativos os ídolos e despiolhará a terra do Egito, como o pastor despiolha a sua própria veste; e sairá dali em paz. Quebrará as colunas de Bete-Semes na terra do Egito e queimará as casas dos deuses do Egito”. (Jr 43:8-13)

Há três questões bem interessantes no relato bíblico acima: A primeira refere-se ao “papelão” que o remanescente do povo judeu fez quando procurou abrigo junto ao Egito, para escapar de Nabucodonosor e do exílio em Babilônia. O Deus Altíssimo já tinha orientado os restantes de Israel que não fossem ao Egito. Pediu que permanecessem em Israel, mesmo com tudo destruído por Nabucodonosor. Garantiu que cuidaria deles. Mas eles desobedeceram e foram assim mesmo.

Mal chegaram lá, em Tafnes, o Senhor foi atrás deles e falou através do profeta Jeremias, e era como se dissesse: De que adiantou vocês virem para o Egito? Sabem quem está vindo para cá e por ordem Minha? Nabucodonosor, de quem vocês têm tanto medo! E sabem o que ele vai fazer? Eu conto para vocês! Ele vai dominar e destruir o Egito também! Haverá morte, cativeiro e aqueles que tentarem resistir morrerão à espada!

Perceba no texto que o Deus Altíssimo chama Nabucodonosor de “meu servo”. Por quê? Porque está muito claro nas Escrituras Sagradas, que o Senhor dos Exércitos é soberano e usa como instrumentos até mesmo Seus inimigos para fazerem exatamente a vontade dEle! Assim foi com Faraó no Egito, por ocasião da libertação do povo judeu, através de Moisés. Você pergunta: Mas de que forma Faraó foi útil a Deus? Resposta: Por ser cabeçudo, teimoso e incrédulo, além de idólatra!

Quando Faraó achava-se poderoso, negando a saída dos judeus, na verdade, era a oportunidade para o Deus Altíssimo manifestar a todo o Egito os Seus sinais, milagres e poder. Aliás, esta é a segunda questão que o texto ressalta. Os povos idólatras se autodestroem! Afinal, Nabucodonosor era tão idólatra quanto Faraó; entendeu? É só conhecer um pouco da História Antiga e você perceberá que os povos idolatravam tantos deuses, e até os levavam para as batalhas. No caso de vitória, o vencedor levava não só os vencidos como escravos, como também os seus “deuses”. Neste caso, consideravam os “deuses vencidos” como mais fracos que “os deuses vencedores”.

E agora, a terceira questão que aparece no texto: Quando Nabucodonosor invadiu o Egito, ele incendiou as casas dos deuses egípcios, levou todos os ídolos e quebrou as colunas de Bete-Semes, provavelmente os locais de cerimônias pagãs. Perceba: Nabucodonosor prestou, mesmo sem ter consciência disso, um belo favor ao Senhor! Imagino o Deus Altíssimo batendo palmas e dizendo: Isso, isso, isso! O que não quer dizer que, no tempo certo, os ídolos de Babilônia tiveram o mesmo fim! Afinal, a ignorância que acompanha a idolatria traça esse caminho!

A humanidade precisa despertar para o perigo da idolatria! As nações precisam entender que o Deus Altíssimo não divide Sua glória com ídolos! Não é apenas uma questão de folclore, cultura, expressão artística ou qualquer outra definição que queiram dar! Quando alguém se prostra e adora um ídolo, ou um astro, ou qualquer outro objeto, essa pessoa está despertando a ira do Senhor!

“Por meio destes três flagelos, a saber, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre que saíam da sua boca, foi morta a terça parte dos homens; [...] Os outros homens, aqueles que não foram mortos por esses flagelos, não se arrependeram das obras das suas mãos, deixando de adorar os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar; nem ainda se arrependeram dos seus assassínios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos”. (Ap 9:18, 20-21)


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

OBEDECER A DEUS: SIM OU NÃO?


“Então, chegaram todos os capitães dos exércitos, e Joanã, filho de Careá, e Jezanias, filho de Hosaías, e todo o povo, desde o menor até ao maior, e disseram a Jeremias, o profeta: Apresentamos-te a nossa humilde súplica, a fim de que rogues ao Senhor, teu Deus, por nós e por este resto; porque, de muitos que éramos, só restamos uns poucos, como vês com os teus próprios olhos; a fim de que o Senhor, teu Deus, nos mostre o caminho por onde havemos de andar e aquilo que havemos de fazer. Respondeu-lhes Jeremias, o profeta: Já vos ouvi; eis que orarei ao Senhor, vosso Deus, segundo o vosso pedido. Tudo o que o Senhor vos responder, eu vo-lo declararei; não vos ocultarei nada. Então, eles disseram a Jeremias: Seja o Senhor testemunha verdadeira e fiel contra nós, se não fizermos segundo toda a palavra com que o Senhor, teu Deus, te enviar a nós outros. Seja ela boa ou má, obedeceremos à voz do Senhor, nosso Deus, a quem te enviamos, para que nos suceda bem ao obedecermos à voz do Senhor, nosso Deus”. (Jr 42:1-6)

O texto bíblico acima, narra o procedimento do resto do povo de Israel que escapara do exílio, na ocasião em que o rei de Babilônia invadira o país, destruindo as cidades e aprisionando o povo. O rei, propositadamente, deixou alguns para cuidar da terra, porém eles continuavam sob o domínio de Babilônia. Ao que parece, não interessava ao restante do povo ficar em sua terra na condição de escravos.

Provavelmente comentavam entre si: “Vamos embora daqui! No Egito é melhor! O que adianta ficarmos neste lugar! Olha que pobreza! Levaram tudo o que tínhamos! Que tal perguntarmos ao profeta? Melhor ainda: vamos pedir que ele ore por nós, interceda e traga a resposta do Senhor sobre esta questão: Devemos ir ou não ao Egito? ” Será que aquelas poucas pessoas estavam mesmo decididas a obedecer à voz do Deus Altíssimo?

Note que por três vezes eles usaram a expressão “ore ao Senhor, teu Deus” como se o Deus a ser consultado fosse o Deus só do profeta, não deles! Jeremias respondeu “orarei ao Senhor, vosso Deus” e só então eles concordaram, dizendo: “obedeceremos à voz do Senhor, nosso Deus”. Isso parece indicar que o distanciamento deles em relação ao Deus Altíssimo era tão grande, que eles não se sentiam no direito de dizer: “Senhor, nosso Deus”.

Afinal, lendo todo o capítulo e mais alguns seguintes, você vai perceber que eles não cumpriram, ou melhor, não obedeceram à palavra do Senhor. A ordem que o Deus Altíssimo enviou através do profeta Jeremias, pedia que o povo ficasse na sua terra, sem temor, pois o Senhor prometeu que os abençoaria e os livraria de todos os perigos. Então, não vão ao Egito! Mas, eles foram! E sabe o que mais? Levaram o profeta junto, contra a vontade dele! Como quem diz: Você é a nossa garantia!

É de se perguntar: Afinal, por que, então, eles pediram ao profeta para interceder por eles junto a Deus, a fim de saber qual era o direcionamento que agradava ao Senhor, para depois fazer exatamente o contrário? Não basta saber qual é a vontade de Deus. É preciso também cumpri-la! Não haveria em nós essa mesma tendência de desobediência obstinada? Na maioria das vezes, o que acaba prevalecendo é a nossa própria vontade, não é?

Muitas vezes procuramos a Deus em oração apenas pra constar. No final das preces acabamos fazendo aquilo que já havíamos decidido fazer. Depois sofremos as consequências da nossa desobediência e ainda achamos que o Senhor está de “marcação” conosco. “Ele não gosta de mim, pensamos”. Como é fácil confundirmos a nossa própria vontade com a de Deus. É como se orássemos: Senhor, cumpra-se a Tua vontade, desde que seja igualzinha a minha! Porém, veja como foi a oração de Cristo, referindo-se à cruz: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, e sim a tua”. (Lc 22:42)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

PROPOSTA TENTADORA!


“Tomou o chefe da guarda a Jeremias e lhe disse: O Senhor, teu Deus, pronunciou este mal contra este lugar; o Senhor o trouxe e fez como tinha dito. Porque pecastes contra o Senhor e não obedecestes à sua voz, tudo isto vos sucedeu. Agora, pois, eis que te livrei hoje das cadeias que estavam sobre as tuas mãos. Se te apraz vir comigo para Babilônia, vem, e eu cuidarei bem de ti; mas, se não te apraz vir comigo para Babilônia, deixa de vir. Olha, toda a terra está diante de ti; para onde julgares bom e próprio ir, vai para aí. Mas, visto que ele tardava em decidir-se, o capitão lhe disse: Volta a Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, a quem o rei da Babilônia nomeou governador das cidades de Judá, e habita com ele no meio do povo; ou, se para qualquer outra parte te aprouver ir, vai. Deu-lhe o chefe da guarda mantimento e um presente e o deixou ir. Assim, foi Jeremias a Gedalias, filho de Aicão, a Mispa; e habitou com ele no meio do povo que havia ficado na terra”. (Jr 40:2-6)

O profeta Jeremias foi mesmo uma pessoa muito especial! Imagine o profeta olhando, desolado, para toda aquela destruição, pois tinham acabado de assistir Nabucodonosor e seus exércitos queimarem Jerusalém, saquearem a cidade, destruírem o templo, carregando tudo o que era de valor e levando a maior parte do povo judeu como cativo. Eis que, no meio de toda aquela destruição, aparece o maioral dos exércitos babilônicos, seguindo instruções do próprio rei, e fala com Jeremias com tanta bondade que dá até vontade de chorar.

Podemos imaginar a cena: Jeremias, meu bom profeta... Desculpe-nos todo esse estrago... Mas, você sabe que a culpa de tudo isso foi do teu próprio povo! Por que o povo de Israel desobedeceu e se afastou de seu próprio Deus? Está aí o resultado! O teu Deus disse que tudo isso aconteceria, não disse? Você, como profeta do Deus de Israel, quantas vezes você foi perseguido e rejeitado pelos israelitas? Mas fique tranquilo, o rei me deu ordens para cuidar bem de você! Assim, escolha: Você pode vir comigo para Babilônia e viver sob a proteção do rei ou ir para qualquer lugar de tua preferência e você será bem cuidado, ninguém fará nada de mal contra você, ouviu, querido profeta! E mais blá, blá, blá! Tudo para deixar o profeta mais animado e feliz!

Depois disso, era de se esperar que Jeremias aceitasse a oferta tentadora do rei, só que não! Jeremias se limitou a ficar quieto, sem nenhuma reação até que o “chefão” disse mais ou menos isso: Sabe o que, Jeremias: Sugiro que você volte para Mispa e procure por Gedalias, a quem o rei nomeou governador das cidades de Judá, e habita com ele no meio do povo, pois vejo que você ama demais o povo de Israel! E ainda deu mantimentos e um belo presente para o profeta! Tanta generosidade! E assim, Jeremias habitou no meio do povo que havia ficado na terra.

Jeremias deu provas de patriotismo, preferindo ficar no meio do povo, o resto que havia ficado na terra,  pois a maioria fora levado cativo para Babilônia. Só mesmo uma atitude de muito amor, muita dedicação, poderia levar uma pessoa a rejeitar uma proposta de vida boa, confortável, sem problemas nem perseguições e preferir ficar no meio do resto do povo, vivendo com o povo, sofrendo com o povo, lutando pelo povo. Jeremias realizou muito mais do que a missão de profeta exigia dele! Ele foi um líder, pois, entre uma proposta tentadora de viver com honrarias em Babilônia, recusou tal convite e foi viver no meio do povo, para o povo, com o povo!

Ah!  Se tivéssemos líderes políticos com o perfil do profeta Jeremias! Ah! Se tivéssemos líderes cristãos que se espelhassem nas atitudes do profeta Jeremias! E é exatamente isso que o Deus Altíssimo espera de cada cristão, pois há uma grande obra de restauração que o Senhor quer realizar no meio do povo, utilizando para isso, os profetas Jeremias do nosso tempo! Você é um deles?

“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento”. (II Co 2:14)



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

VOCÊ TEM VALOR!


“Tomaram, então, a Jeremias e o lançaram na cisterna de Malquias, filho do rei, que estava no átrio da guarda; desceram a Jeremias com cordas. Na cisterna não havia água, senão lama; e Jeremias se atolou na lama. Ouviu Ebede-Meleque, o etíope, eunuco que estava na casa do rei, que tinham metido a Jeremias na cisterna; ora, estando o rei assentado à Porta de Benjamim, saiu Ebede-Meleque da casa do rei e lhe falou: Ó rei, senhor meu, agiram mal estes homens em tudo quanto fizeram a Jeremias, o profeta, que lançaram na cisterna; no lugar onde se acha, morrerá de fome, pois já não há pão na cidade. Então, deu ordem o rei a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Toma contigo daqui trinta homens e tira da cisterna o profeta Jeremias, antes que morra”. (Jr 38:6-10)

Nessa narrativa bíblica, percebemos dois personagens distintos desempenhando cada um funções bem diferentes. Por um lado temos o profeta Jeremias, servo do Deus Altíssimo, sendo lançado numa cisterna cheia de lama, onde ficou atolado. Ele foi colocado ali pelos inimigos de Deus, justamente para morrer! Por outro lado temos Ebede-Meleque, eunuco, etíope a serviço do rei Zedequias.

Por que o profeta Jeremias foi tratado dessa maneira? Que mal ele havia feito? Resposta: Nenhum! Então, por que essas pessoas ruins agiram desse modo tão cruel? Resposta: Porque as mensagens de Jeremias, dadas pelo Deus Altíssimo, eram palavras de exortação, de convite ao arrependimento e aviso de todas as consequências que a nação de Israel sofreria, caso não atendesse à voz do Senhor.

Porém, o povo, e até mesmo as autoridades não estavam interessados em fazer a vontade de Deus. Assim, quantas vezes o profeta foi maltratado, humilhado, desacreditado e preso. Nessa ocasião, quando Jeremias estava na cisterna, o escravo etíope, Ebede-Meleque, não aguentou ver tanta maldade, e foi interceder junto ao rei pela vida do profeta. Nessa atitude, nota-se uma virtude comum aos dois: Jeremias e Ebede-Meleque: ambos eram tementes e fiéis ao Deus Altíssimo! Funções diferentes, porém, a mesma fé!

É notável como Deus livrou Jeremias daquela situação difícil, usando um escravo, eunuco, etíope, que servia no palácio do rei Zedequias. Ebede-Meleque seria o que chamaríamos hoje um escravo africano, pessoa de procedência humilde, constrangido pela sua condição de eunuco, sendo, possivelmente, alguém que passaria sem ser notado. No entanto, era um homem temente a Deus e se colocou em defesa do profeta diante do rei. Zedequias atendeu ao pedido do escravo e permitiu que Jeremias fosse libertado.

Algum tempo depois, quando Jerusalém tinha sido dominada pelos inimigos, e o rei de Babilônia mandara incendiar e destruir a cidade, o Deus Altíssimo armou um esquema especial para salvar o profeta Jeremias, e também não se esqueceu daquele humilde escravo, Ebede-Meleque, o etíope, eunuco, que a despeito de sua condição, foi um precioso instrumento de libertação nas mãos do Senhor.

Eis a mensagem de Deus enviada especialmente para Ebede-Meleque: “Ora, tinha vindo a Jeremias a palavra do Senhor, estando ele ainda detido no átrio da guarda, dizendo: Vai e fala a Ebede-Meleque, o etíope, dizendo: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Eis que eu trarei as minhas palavras sobre esta cidade para mal e não para bem; e se cumprirão diante de ti naquele dia. A ti, porém, eu livrarei naquele dia, diz o Senhor, e não serás entregue nas mãos dos homens a quem temes. Pois certamente te salvarei, e não cairás à espada, porque a tua vida te será como despojo, porquanto confiaste em mim”. (Jr 39:15-18)

Aprendemos, diante deste episódio, que na obra de Deus há trabalho para todos. E o Senhor não usa de critérios ou valores humanos na escolha de Seus servos. Houve uma missão extraordinária dada ao profeta Jeremias, mas houve também uma missão de salvamento dada ao humilde escravo que servia no palácio do rei, e sem a qual Jeremias não poderia continuar o seu ministério.

Quando o Deus Altíssimo age, não há grandes nem pequenos, nem fortes nem fracos, mas a certeza de que o Senhor contempla em cada um de nós o valor que Ele mesmo nos concedeu!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

ESCONDIDOS POR DEUS!


“O rei estava assentado na casa de inverno, pelo nono mês, e diante dele estava um braseiro aceso. Tendo Jeudi lido três ou quatro folhas do livro, cortou-o o rei com um canivete de escrivão e o lançou no fogo que havia no braseiro, e, assim, todo o rolo se consumiu no fogo que estava no braseiro. Não se atemorizaram, não rasgaram as vestes, nem o rei nem nenhum dos seus servos que ouviram todas aquelas palavras. Posto que Elnatã, Delaías e Gemarias tinham insistido com o rei que não queimasse o rolo, ele não lhes deu ouvidos. Antes, deu ordem o rei a Jerameel, filho de Hameleque, a Seraías, filho de Azriel, e a Selemias, filho de Abdeel, que prendessem a Baruque, o escrivão, e a Jeremias, o profeta; mas o Senhor os havia escondido”. (Jr 36:22-26)

Estranho o texto bíblico acima? Sim, mas não difícil de entender. Na verdade é bem surpreendente, pois mostra a atitude de rebelião humana diante das revelações do Deus Altíssimo! Afinal, Deus mesmo dera ordem a Jeremias que escrevesse num rolo (o papel da época) todas as palavras que deveriam ser lidas diante do povo, tanto de Israel, como de Judá e as demais nações. E qual era o assunto? Pela atitude do rei Jeoaquim, que arrancou o livro das mãos de Baruque, o escrivão, e o cortou com um canivete e o queimou no braseiro aceso, dá para perceber que o assunto não o agradara.

E por que não o agradara? Porque eram palavras de juízo, de condenação. Note, porém, que o propósito do Senhor era conceder mais uma oportunidade ao povo para arrependimento, mudança de comportamento e perdão. “Talvez ouçam os da casa de Judá todo o mal que eu intento fazer-lhes e venham a converter-se cada um do seu mau caminho, e eu lhes perdoe a iniquidade e o pecado”. (Jr 36:3)

No entanto, a atitude do rei, que não teve o respeito de nem mesmo esperar o término da leitura sagrada, pois antes de completar a quarta página, ele, o rei Jeoaquim, de maneira estúpida e brutal, arrancou o livro das mãos do escrivão e o jogou no braseiro aceso para ser destruído! Este tem sido o comportamento de muitos líderes de nações em relação à Palavra do Deus Altíssimo. Desconsideram-na, e impedem o povo de conhecê-la. Afastam-se de Deus e não obedecem aos Seus ensinamentos!

Lendo o texto bíblico indicado acima (Jr 36), você vai perceber que o profeta Jeremias não estava em condições de escrever as mensagens, pois estava encarcerado. Por isso pediu ajuda ao escrivão Baruque. “Então, Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; escreveu Baruque no rolo, segundo o que ditou Jeremias, todas as palavras que a este o Senhor havia revelado. Jeremias ordenou a Baruque dizendo: Estou encarcerado; não posso entrar na Casa do Senhor. Entra, pois, tu e, do rolo que escreveste, segundo o que eu ditei, lê todas as palavras do Senhor, diante do povo, na Casa do Senhor, no dia de jejum; e também as lerás diante do todos os de Judá que vêm das suas cidades [...] Fez Baruque, filho de Nerias, segundo tudo quanto lhe havia ordenado Jeremias, o profeta, e leu naquele livro as palavras do Senhor, na Casa do Senhor”. (Jr 36:4-6 e 8)

Mas o rei Jeoaquim, o furioso, não contente em queimar o rolo, cujas palavras foram transmitidas por Deus a Jeremias, ditadas pelo profeta ao escrivão Baruque, e lidas por este ao rei e ao povo, resolveu também castigar ao profeta e ao escrivão: Quero esses homens presos! E já! E assim designou uma comissão para executar a tarefa! Eles saíram ofegantes! O rei está nervoso! Procuraram, procuraram e se cansaram de procurar e nada! O que aconteceu? Resposta: “... o Senhor os havia escondido”.  Então, voltaram de mãos abanando!

O que aprendemos com isso? Aprendemos que, quando necessário, o Deus Altíssimo é perito em esconder seus servos e todos aqueles que receberam Seu Filho Jesus Cristo como Salvador, de modo que os inimigos e perseguidores do povo de Deus, se cansam de procurar, sem sucesso! Afinal, quem escondeu e protegeu o menino Moisés no cestinho, nas águas do rio Nilo? Deus! Quem protegeu o menino Jesus das garras de Herodes? Deus! E sabe o que mais? Um dia, o Deus Altíssimo esconderá o Seu povo dos olhos do mundo, quando os levar daqui num abrir e fechar de olhos!

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (I Co 15:51-52)

terça-feira, 6 de novembro de 2018

ELOGIADOS E ABENÇOADOS POR DEUS


“Palavra que do Senhor veio a Jeremias, nos dias de Jeoaquim, filho de Josias, rei de Judá, dizendo: Vai à casa dos recabitas, fala com eles, leva-os à Casa do Senhor, a uma das câmaras, e dá-lhes vinho a beber. [...] Então os levei e pus diante dos filhos da casa dos recabitas taças cheias de vinho e copos e lhes disse: Bebei vinho. Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; [...] Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou; de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos filhos, nem nossas filhas”. (Jr 35:1-8)

Quem lê o relato bíblico acima, não tem como evitar o espanto diante dessa cena: Deus mesmo ordenando ao profeta Jeremias que fosse convidar os recabitas para o acompanharem à igreja e lá lhes oferecer vinho para beber! Qual a razão disso? Sabemos que os recabitas eram descendentes da tribo de Benjamim e tinham algo de particular no comportamento deles. Entre vários costumes, o principal é que não bebiam vinho. De jeito nenhum! E por quê? Porque Recabe (avô) havia ordenado isso a Jonadabe (pai) e eles obedeciam com fidelidade o voto assumido.

Assim, os recabitas rejeitaram o vinho que lhes foi oferecido pelo profeta Jeremias e explicaram direitinho a razão de tal atitude: Cumprimos fielmente os ensinamentos de nosso pai! Será que a intenção do Deus Altíssimo era induzir os coitadinhos dos recabitas a quebrar o compromisso de obediência familiar? Claro que não! O que o Senhor queria mesmo era dar uma lição ao povo de Israel e usou este fato como exemplo. É como se Deus dissesse: Estão vendo só? Será que vocês não se envergonham disso? Os recabitas obedecem com fidelidade os ensinamentos de seu pai, mas vocês não me obedecem!

“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Vai, e dize aos homens de Judá e aos moradores de Jerusalém: Acaso nunca aceitareis a minha advertência para obedecerdes às minhas palavras? Diz o Senhor. As palavras de Jonadabe, filho de Recabe que ordenou a seus filhos não bebessem vinho, foram guardadas; pois até ao dia de hoje não beberam, antes obedecem às ordens de seu pai; a mim, porém, que, começando de madrugada, vos tenho falado, não me obedecestes. (Jr 35:12-15)

Perceba neste relato sagrado uma reação de tristeza da parte do Deus Altíssimo ao perceber que o Seu povo não tinha nenhum interesse em cumprir Suas orientações, enquanto os recabitas demonstravam zelo especial em cumprir a ordem paterna. Ordem dos pais, porém, humana! Não seria muito mais especial cumprir as ordens divinas?

E quanto aos cristãos, hoje, como procedem? Como está o testemunho daqueles que se dizem seguidores de Cristo? Será que o Deus Altíssimo pode sentir satisfação com o nosso procedimento diante de um mundo perverso, idólatra e injusto? Ou será que Ele é forçado a reconhecer que há em nós maior preocupação em cumprir com maior zelo os preceitos humanos do que os preceitos divinos? Tememos mais as leis dos homens do que as leis de Deus?

Contudo, o Deus Altíssimo valorizou a conduta dos recabitas, por isso os elogiou e os usou como exemplo a ser seguido além de abençoá-los: “À casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus preceitos, e tudo fizestes segundo vos ordenou, por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença”. (Jr 35:18-19)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

DOMINADOR OU SUBJUGADO


“Veio, pois, a palavra do Senhor a Jeremias, da parte do Senhor, dizendo: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu fiz aliança com vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, da casa da servidão, dizendo: Ao fim de sete anos, libertareis cada um a seu irmão hebreu, que te for vendido a ti e te houver servido seis anos, e despedi-lo-ás forro; mas vossos pais não me obedeceram, nem inclinaram os ouvidos a mim. [...] Portanto, assim diz o Senhor: Vós não me obedecestes, para apregoardes a liberdade, cada um a seu irmão e cada um ao seu próximo; pois eis que eu vos apregoo a liberdade, diz o Senhor, para a espada, para a peste e para a fome; farei que sejais um espetáculo horrendo para todos os reinos da terra”. (Jr 34:12-14 e 17)

A humanidade levou muito tempo para reconhecer que a escravidão deveria ser abolida. Na verdade, em certo sentido, a escravidão nunca acabou. O ser humano continua a ser dividido entre dois grupos: Dominador ou Subjugado! Senhor ou Servo! Opressor ou Oprimido! Portanto, a humanidade vive um dilema: por um lado, todos desejam a justiça, igualdade e liberdade, mas, por outro lado, o próprio ser humano não perde a oportunidade de dominar de alguma maneira os mais fracos.

É necessário e fundamental para a sobrevivência da própria espécie humana, que haja conhecimento oriundo das Escrituras a respeito do que o Deus Altíssimo ensina sobre essa questão. O povo de Israel recebeu de Deus orientações bem claras no sentido de não escravizar seus próprios irmãos, nem oprimir aos estrangeiros que habitavam no meio deles. Afinal, os judeus conheciam muito bem os horrores da escravidão, pois passaram por essa experiência no Egito, quando lá peregrinaram como estrangeiros e serviram como escravos por quatrocentos anos.

Ninguém gosta de viver essa experiência de ser subordinado a alguém, principalmente com injustiça e humilhação. Por que, então, existe essa tendência de oprimir ao próximo? Perceba que existe em nós a ganância, a ambição, a vontade de exercer o poder e o domínio sobre os demais. O que leva o ser humano a se tornar tão desumano assim?

E a resposta é: Quando as pessoas se afastam de Deus e de Seus ensinamentos, esse afastamento abre as portas para tornar o convívio humano uma verdadeira guerra, onde todos perdem! A Palavra do Senhor ensina que o trabalhador é digno de seu salário! Portanto, é necessário que haja trabalho e também salário! Ambos precisam ser valorizados. Neste contexto, o patrão que gera o emprego, também precisa ser respeitado e valorizado. O patrão precisa do empregado tanto quanto este precisa daquele! A sociedade aprendeu essa lição ainda que por força de Lei e Fiscalização! Mas o cristão aprendeu essa lição com o Deus Altíssimo.

Importante é também reconhecer que existe a escravidão espiritual. Esta é a mais perigosa, pois escraviza o ser humano ao pecado, às trevas e à condenação eterna. Porém, graças ao Deus Altíssimo, essa escravidão foi abolida na Cruz do Calvário, onde Cristo rompeu os grilhões do pecado, levando sobre Si as nossas culpas, transgressões e assim pode nos garantir: “Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. [...] Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres”. (Jo 8:34, 36)

“Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 6:22-23)

Assim, só será possível ao ser humano amar a liberdade, viver a liberdade e promover a liberdade, se conhecer a liberdade que Cristo oferece e ser libertado por Ele!


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

ESPANTO ENTRE AS NAÇÕES!


“Jerusalém me servirá por nome, por louvor e glória, entre todas as nações da terra que ouvirem todo o bem que eu lhe faço; espantar-se-ão e tremerão por causa de todo o bem e por causa de toda a paz que eu lhe dou”. (Jr 33:9)

Este texto sagrado nos mostra profeticamente o que acontecerá com a cidade de Jerusalém, bem como com toda a nação de Israel no contexto mundial. O Deus Altíssimo está dizendo, de maneira bem clara, que um dia Jerusalém traduzirá e honrará o Nome do Senhor e Lhe servirá de louvor e glória entre todas as nações da terra. Os povos espantar-se-ão e tremerão quando ouvirem falar de todo o bem e de toda a paz que o Senhor, Deus de Israel, concederá ao Seu povo.

É fácil constatar que esta profecia ainda não se cumpriu como também é fácil compreender que este acontecimento profético envolve e requer a presença do Messias, ou seja, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo - o Filho Unigênito de Deus Pai - que sendo o Rei prometido aos judeus e tendo sido rejeitado por eles, voltará com poder e grande glória para estabelecer o Seu reino de Justiça e Paz sobre toda a terra.

“Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que cumprirei a boa palavra que proferi à casa de Israel e à casa de Judá. Naqueles dias e naquele tempo farei brotar a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra. Naqueles dias, Judá será salvo, e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada Senhor, Justiça Nossa. (Jr 33:14-16)

Os estudiosos das Sagradas Escrituras já constataram que muitas profecias em relação a Israel, já se cumpriram. Curioso é notar como o Messias (Jesus Cristo) nascido em forma humana, como uma criança pobre e indefesa, foi cruelmente rejeitado pelo Seu povo. Essa rejeição O levou a ser condenado e crucificado. Porém, estes fatos também já haviam sido profetizados. E se alguns pensam que a rejeição de Cristo pelo Seu povo tenha decretado o fim de Seu ministério, estão completamente enganados.

“Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e anciãos, visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo por que foi curado, tomai conhecimento, vós todos e todo o povo de Israel, de que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vós crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado perante vós. Este Jesus é pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. (At 4:8-12)

O registro bíblico informa que, infelizmente, o povo de Israel nem sempre se mostrou obediente e fiel ao Deus Altíssimo. Nem por isso o Senhor deixou de cumprir Suas promessas. Por isso, muitos textos proféticos registram que em várias situações o povo judeu sofreu as consequências de sua rebeldia a ponto de se tornar motivo de espanto entre as nações. Ainda assim, a fidelidade de Deus acompanhou esse povo, dando-lhe oportunidades para retornar a Ele.

Por isso as profecias bíblicas apontam para o fato de que um dia o povo de Israel chamará a atenção do mundo, não como motivo de espanto, mas como exemplo de honra, louvor e glória para o Deus Altíssimo! Vemos, então, que o povo de Deus sempre está em evidência no mundo. Assim foi com Israel e assim é também hoje com os cristãos. Tomara que a nossa influência na sociedade em que vivemos não seja como motivo de espanto, mas sim, como motivo de honra, louvor e glória ao Senhor!

“Fazei tudo sem murmurações nem contendas; para que vos torneis irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração pervertida e corrupta, na qual resplandeceis como luzeiros no mundo”. (Fp 2:14-15)

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PREVER E PRESENCIAR!


“Veio a palavra do Senhor a Jeremias, segunda vez, estando ele ainda encarcerado no pátio da guarda, dizendo: Assim diz o Senhor que faz estas cousas, o Senhor que as forma para as estabelecer – Senhor é o seu nome: Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes”. (Jr 33:1-3)

Estas palavras foram ditas pelo Deus Altíssimo ao profeta Jeremias, numa circunstância triste em que ele se encontrava encarcerado. A princípio, parece até uma ironia! Deus se coloca a disposição do profeta incentivando-o a clamar por Ele! É como se dissesse: Estou aqui! Peça o que quiser e Eu te atenderei! Uau! Se fosse eu, diria: Quero sair já desta prisão, e depois tenho uma lista enorme de coisas que preciso mas, primeiro, quero sair daqui!

Não foi assim que Jeremias procedeu. Ele continuou preso, não pediu nada para si. Por que será? Se você ler o texto todo, vai perceber que o Deus Altíssimo falou de Seus planos em relação ao povo de Israel, tanto no que diz respeito às consequências negativas que viriam sobre a nação, como também às promessas de restaurações futuras. Não se tratava dos problemas pessoais do profeta, e ele estava ciente disso. Em nenhum momento reclamou, e nem exigiu algum agrado da parte de Deus.

Que profeta! Que consagração! Que desprendimento para servir ao Senhor! Por que você acha que Jeremias estava preso? Ele tinha cometido algum delito? Claro que não! Perceba que as acusações que faziam contra o profeta apontavam para o fato de que ele falava em Nome do Deus Altíssimo! E ele estava errado em falar a Palavra do Senhor? Claro que não! Por que você acha que o Senhor Jesus Cristo também foi acusado, condenado e crucificado? Ele, Cristo, só fazia o bem! Veio para sofrer o nosso castigo, levou sobre Si as nossas culpas e, no entanto, foi rejeitado por muitos!

Note também que a vida do profeta Jeremias foi muito difícil. Ele recebeu de Deus uma tarefa, uma missão que não seria compreendida pelo povo. Jeremias presenciou os pecados, as desobediências e as transgressões de Israel. Sua missão era a de exortar as pessoas e avisá-las dos perigos desse afastamento das Leis de Deus. O povo fazia de conta que não ouvia. Zombavam do profeta, criticavam suas palavras e o ameaçavam com prisão e até morte. E assim, Jeremias era preso, depois soltavam, prendiam de novo, e quando o rei o chamava, era para confrontar o profeta, como que a dizer: E agora, você tem alguma coisa boa para nos dizer? Ou vêm mais castigos, guerras e exílios?

A verdade era que o povo queria pecar tranquilamente sem sofrer as consequências de seus atos. E quando o profeta dizia que coisas terríveis estavam por acontecer, se não houvesse arrependimento, o povo ficava zangado e castigava o profeta. Imagine se cada vez que um médico dissesse ao paciente: a sua doença é grave, tivesse que ser preso e castigado. Ou, se um carteiro trouxesse um telegrama com más notícias, tivesse que ser apedrejado.

Na verdade, o Deus Altíssimo esperava que o povo se arrependesse; o que não aconteceu. E Jeremias sofreu e chorava por Israel. Por três vezes ele intercedeu pela nação, mas o Senhor não aceitou a intercessão do profeta. Assim, Jeremias teve o desprazer de sentir duas vezes todo o sofrimento de seu povo. Primeiro, porque previu os acontecimentos; e segundo, porque presenciou os fatos.

Entendo que hoje a situação da humanidade não é diferente. Os servos de Deus, aqueles que anunciam as Boas Novas do Evangelho de Cristo, precisam aprender com o profeta Jeremias, e com o próprio Cristo que falar em Nome do Senhor não é tarefa fácil. Rejeição, zombarias, incredulidade, perseguições podem acontecer. É preciso continuar a anunciar! Jamais desistir! Chorar muitas vezes! Interceder! E caminhar fortalecidos pela graça do Deus Altíssimo!

“Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar”. (ll Pe 5:10)

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

SENHOR... NÃO ESTOU ENTENDENDO!


“Eis aqui as trincheiras já atingem a cidade, para ser tomada; já está a cidade entregue nas mãos dos caldeus, que pelejam contra ela, pela espada, pela fome e pela peste. O que disseste, aconteceu; e tu mesmo o vês. Contudo, ó Senhor Deus, tu me disseste: Compra o campo por dinheiro e chama testemunhas, embora já esteja a cidade entregue nas mãos dos caldeus”. (Jr 32:24-25)

De fato, nem sempre conseguimos entender os propósitos do Deus Altíssimo! Jeremias, o profeta, que o diga. Contudo, mesmo sem entender, o profeta obedeceu. Diferente de nós, que nos achamos mais coerentes do que o Senhor e fazemos prevalecer o nosso próprio raciocínio. Afinal, qual era a questão em andamento? Muito simples: Você compraria uma propriedade numa área que estaria condenada à inundação?  Onde as autoridades decidiram construir, por exemplo, uma hidrelétrica? Ah! Bem, você diria: nesse caso, não!

Pois bem, foi mais ou menos isso o que aconteceu com Jeremias. Ele recebeu ordem de Deus para comprar uma propriedade numa área condenada. A cidade estava cercada pelos exércitos caldeus, era certo que ela seria destruída, o povo seria levado para o cativeiro; enfim, quem conseguisse fugir do local, seria o melhor a fazer. No entanto, Jeremias entra na cidade, vai ao cartório, leva testemunhas e sela o contrato, escritura, registra a propriedade nos órgãos competentes, paga o valor estipulado e faz direitinho tudo o que Deus lhe pediu.

Por certo, ao sair do cartório, uma multidão esperava pelo profeta aguardando esclarecimentos. Jeremias, indagava o povo, o que está acontecendo? Você realizando negócios num momento de destruição? É uma ordem do Senhor? O que vai acontecer? A situação vai melhorar? O profeta por certo sacudia a cabeça e dizia: ainda não sei, também não estou entendendo; estou apenas obedecendo.

Passado o tumulto o profeta Jeremias se prostra diante do Deus Altíssimo e ora como que a perguntar: Senhor, o que tens a me dizer? Preciso entender. O que significa tudo isso? O povo também quer esclarecimentos. E na resposta de Deus percebemos que os planos do Senhor são os melhores! Quando tudo parece perdido, é só olhar para Ele e aguardar as maravilhas de Seus propósitos!

“Então, veio a palavra do Senhor a Jeremias, dizendo: Eis que eu sou o Senhor, o Deus de todos os viventes; acaso, haveria cousa demasiadamente maravilhosa para mim? Portanto, assim diz o Senhor: Eis que entrego esta cidade nas mãos dos caldeus, nas mãos de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e ele a tomará. Os caldeus, que pelejam contra esta cidade, entrarão nela, porão fogo a esta cidade e queimarão as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a Baal e ofereceram libações a outros deuses, para me provocarem a ira. [...] por causa de toda a maldade que fizeram os filhos de Israel e os filhos de Judá, para me provocarem a ira, eles, os seus reis, os seus príncipes, os seus sacerdotes e os seus profetas, como também os homens de Judá e os moradores de Jerusalém”. (Jr 32:26-29,32)

Perceba que todos os padecimentos que o povo de Israel suportou, foi devido à desobediência e à idolatria que o povo praticou contra o Deus Altíssimo, traduzidos nestas palavras “... sobre cujos terraços queimaram incenso a Baal e ofereceram libações a outros deuses, para me provocarem a ira”. O Senhor, Deus de Israel, teria todos os motivos para rejeitá-los definitivamente. Porém, prevaleceu o amor e a promessa de restauração tanto material como espiritual. “Porque assim diz o Senhor: Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo. Comprar-se-ão campos nesta terra, da qual dizeis: Está deserta, sem homens nem animais; está entregue nas mãos dos caldeus. [...] porque lhes restaurarei a sorte, diz o Senhor”. (Jr 32:42-44)

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

LEIS FIXAS


“Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as suas ondas; Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre. Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus lá em cima e sondados os fundamentos da terra cá embaixo, também eu rejeitarei toda a descendência de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor. Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que esta cidade será reedificada para o Senhor, desde a Torre de Hananeel até à Porta da Esquina. [...] Esta Jerusalém jamais será desarraigada ou destruída”. (Jr 31: 35-40)

Este texto sagrado faz menção das leis fixas determinadas pelo Deus Altíssimo com respeito ao sol, a lua e as estrelas, bem como ao movimento das ondas do mar e seu bramido. O Senhor está chamando a atenção para o fato de que estas leis fixas que controlam os astros celestes e o mar nos continentes, nunca falharam! Disto, todos nós somos testemunhas. Diariamente constatamos o nascer do sol e o seu ocaso. Nunca ninguém precisou se preocupar se o sol nasceria ou não. Temos também os movimentos da Terra, conhecidos como Rotação e Translação, ensinados nas escolas e que estão aí, cumprindo fielmente as ordens de Deus!

Os astrônomos, cientistas e estudiosos do tema fazem seus cálculos e se surpreendem como toda a criação segue seus roteiros e se comportam de forma exata! Isto revela não somente a exatidão dos cálculos, mas, principalmente, que tudo o que o Deus Altíssimo faz, Ele o faz perfeitamente! Independente dos estudiosos se dedicarem a esta matéria, as leis fixas determinadas por Deus se cumprem matematicamente, sem erros, e será assim até que Ele dê outras coordenadas, conforme os Seus desígnios!

Porém, neste relato profético, o Senhor usa a exatidão dos movimentos dos astros, bem como do movimento dos mares e, afinal, tudo o que mantém a criação em funcionamento, como argumento de que, se fosse possível, estas leis fixas falharem, então, Ele, o Deus Altíssimo rejeitaria a descendência de Israel, Seu povo, por tudo que fizeram. Deus ainda diz que se puderem ser medidos os céus e a terra e sondados os fundamentos da mesma, então poderia Israel deixar de ser uma nação diante dEle!

Qual a razão destas comparações? Seria para indicar a possibilidade destas leis fixas falharem, ou seria para mostrar a impossibilidade de Deus rejeitar o Seu povo? Não tenho a menor dúvida de que o Senhor deixa bem claro, através destas argumentações, que é impossível que Ele rejeite os que são dEle!

Observe que durante a história humana, houve sempre tentativas para destruir a nação de Israel, inclusive em nossos dias. Mas, Israel está aí, como prova daquilo que Deus afirmou, e caminhando para um destino glorioso preparado pelo Senhor! E os cristãos, hoje? Estas leis fixas valem para nós também? Claro que sim! Perceba nestas palavras de Cristo: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. (Jo 6:37) E mais: “Em todas estas cousas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. (Rm 8:37-39)

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

MENTE E CORAÇÃO VOLTADOS PARA DEUS


“Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois perdoarei as suas iniquidades e dos seus pecados jamais me lembrarei”. (Jr 31:31-34)

O texto bíblico acima fala de duas alianças feitas pelo Deus Altíssimo com o seu povo Israel e que apresentam peculiaridades exclusivas de cada uma. A primeira foi gravada em pedra, quando Moisés as recebeu no monte Sinai. Eram os dez mandamentos do Senhor. O povo de Deus deveria se esforçar por cumprir os mandamentos divinos. Exigiam fidelidade ao Deus Altíssimo e condenavam a prática da idolatria. Se o povo obedecesse às leis de Deus, seria abençoado, se desobedecesse, sofreria as consequências dessa infidelidade.

A história está aí para provar que, infelizmente, Israel, a nação escolhida por Deus, não cumpriu a sua parte na aliança divina e por isso eles próprios a anularam. Por esta razão é que o povo judeu acabou sendo exilado para outras nações e sofreu perseguições por longos períodos e até ameaça de extermínio. Entretanto, o Senhor na Sua misericórdia e graça não os desamparou e manteve um remanescente que seria contemplado por uma segunda aliança que ocorreu na Cruz do Calvário.

Essa nova aliança não seria gravada em pedra, mas sim, no coração e mente dos que a aceitassem. Também não conteria maldições. Apenas, bênçãos! Não exigiriam obediência por ameaças, mas, por amor e gratidão! Não haveria mais condenação por causa do pecado. Eles, os pecados, seriam completamente esquecidos por Deus. Não haveria como esquecer esta aliança, pois o próprio Deus a imprimiu na mente de quem a aceitou! Não haveria maneira de deixar de amar essa aliança, pois o Senhor a escreveu no próprio coração de quem a acolheu!

Esta nova aliança está traduzida na Pessoa do Senhor Jesus Cristo, que veio a este mundo para estabelecer a paz entre Deus e a humanidade. Esta aliança não foi registrada em cartório humano, mas foi concretizada na Cruz onde Cristo foi executado por nossos pecados. Ele, Cristo, recebeu em Seu corpo todos os nossos delitos e transgressões e com o Seu precioso sangue nos libertou da condenação eterna! Você não pode desprezar tanto amor!
 Afinal, a aliança que Cristo fez por nós na Cruz do Calvário, nos coloca na condição de beneficiários! Tão somente: beneficiários! E o que coube a Ele? Resposta: Sacrifício, dor e muito amor! E o que Cristo espera de nós? Resposta: Fé e gratidão!

“[...] porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados. E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai”. (Mt 26:28-29)
“Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados”. (Hb 9:15)

quinta-feira, 19 de julho de 2018

DENTES EMBOTADOS - EU?


“Naqueles dias já não dirão: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram. Cada um, porém, será morto pela sua iniquidade; de todo homem que comer uvas verdes os dentes se embotarão”. (Jr 31:29-30)

“Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que tendes vós, vós que, acerca da terra de Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uva verdes, e os dentes dos filhos é que se embotaram? Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus, jamais direis este provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá”. (Ez 18:1-4)

Alguém poderá achar estranhos os textos bíblicos indicados acima. Que história é essa de “dentes embotados”? Dois profetas se referiram a “dentes embotados” – Jeremias e Ezequiel. Qual é a razão? Primeiro precisamos entender o significado dessa palavra – embotado. Não é um termo de uso comum. Nunca ouvi nenhum dentista aconselhar o uso de algum creme dental para que os dentes não se embotem!

Pois bem, o dicionário do nosso querido idioma português nos ensina que o sentido do verbo embotar, entre outros, é tirar o fio. Imagine uma faca ou tesoura sem corte ou mesmo, uma lâmina. Lembrando que, no passado, nossos dentes utilizavam muito mais a função de corte. Então eles eram mais afiados porque os alimentos assim exigiam. Hoje, tudo é mais macio, cozidinho, papinha e ninguém sai por aí quebrando castanhas com os dentes.

Assim, quando alguém comia uvas verdes, e aqui deve-se entender não como uva de cor verde mas, uvas que ainda não estão maduras, seja qual for a cor, entendeu? Ora, se algumas uvas, mesmo maduras, já são ácidas, imagine uvas verdes! A acidez da uva verde (que não está madura) acaba com o fio (corte) dos dentes, tornando-os também com pouca sensibilidade.

Mas, afinal, qual é a importância desse tema? Perceba que o profeta Ezequiel esclarece que surgiu um provérbio a respeito do povo de Israel, insinuando e até ironizando que os descendentes dos judeus estavam pagando pelos erros e pecados dos pais. A verdade é que muitas gerações do povo judeu, nasceram em cativeiro, isto é, no exílio. Por certo, quando essas crianças cresciam, perguntavam: Por que não vivemos em nossa própria terra? Por que temos que ser escravos?

Deveria ser doloroso para os mais velhos, tentarem explicar a causa do exílio. Com honestidade, deveriam admitir: Nós nos afastamos de Deus e pecamos contra Ele. Por isso Ele nos entregou nas mãos dos nossos inimigos. Cometemos idolatria e praticamos injustiças. Abandonamos as Leis do Senhor. Desse modo, o provérbio que percorria entre o povo registra a queixa das novas gerações, como que a dizer: Nós não temos que pagar pelos erros dos nossos pais!

O fato é que o Deus Altíssimo condenou o provérbio que circulava entre o povo. Então, que fique claro que essa história de “os pais comeram uvas verdes, mas os dentes dos filhos é que se embotaram”, não representa a vontade de Deus. Não é dessa forma que Ele age. O Deus Altíssimo afirmou: “[...] a alma que pecar, essa morrerá”. Aqui, o Senhor está individualizando a responsabilidade pelo pecado. Ninguém responde pelo pecado de ninguém. Cada um é responsável pelos seus próprios atos. Porém, na Cruz do Calvário, Deus Pai, permitiu e aceitou que o Deus Filho, Jesus Cristo, levasse sobre Si todos os pecados do gênero humano. Cristo se fez pecado por nós! Ele assumiu as nossas transgressões! O que então, é de nossa responsabilidade? Crer e receber essa dádiva da graça do Deus Altíssimo!

“[...] Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados”. (I Pe 2:24-25)